4 erros comuns na instalação de portas e acessórios em ambientes frigorificados
4 erros comuns na instalação de portas e acessórios em ambientes frigorificados

4 erros comuns na instalação de portas e acessórios em ambientes frigorificados

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Vedação mal ajustada, escolha inadequada de acessórios e falta de alinhamento estão entre os problemas mais comuns em ambientes frigorificados

A instalação de portas e acessórios em ambientes frigorificados tem impacto direto no desempenho de câmaras frias, túneis de congelamento e áreas refrigeradas usadas por frigoríficos, supermercados, indústrias alimentícias e centros de distribuição. Nesse contexto, entender os tipos de portas frigoríficas é parte do básico para reduzir falhas de montagem, evitar desperdício de energia e manter estabilidade térmica. Apesar disso, problemas de instalação ainda aparecem com frequência e, na prática, se transformam em formação de gelo, desgaste acelerado de componentes e instabilidade na conservação de produtos.

O problema costuma surgir de forma silenciosa. Uma porta que fecha “quase certo” ou um trilho com leve desalinhamento pode parecer funcional nos primeiros dias. Com o tempo, porém, a operação intensa, a umidade e as variações térmicas ampliam o desgaste e tornam o defeito evidente. O resultado vai desde aumento na conta de energia até paradas inesperadas, com prejuízos operacionais e necessidade de manutenção corretiva.

1- Vedação mal feita é a falha mais recorrente

Entre os erros mais comuns está a vedação inadequada. Em ambientes frigorificados, a porta é um dos principais pontos de troca de calor. Quando borrachas, guarnições e encaixes não estão corretamente posicionados, o ar quente e úmido entra, elevando a carga térmica do sistema e favorecendo condensação.

Esse processo, além de aumentar o consumo energético, contribui para a formação de gelo em áreas próximas ao batente e ao piso. Em operações com alto fluxo, a falha se agrava, já que a abertura constante acelera a entrada de umidade. O problema pode ser percebido por sinais simples: acúmulo de gelo fora do padrão, dificuldade no fechamento ou sensação de corrente de ar ao redor da porta.

2- Desalinhamento e instalação fora de nível comprometem o sistema

Outro erro frequente é a instalação fora de nível, tanto da porta quanto do trilho, no caso de modelos deslizantes. Um pequeno desalinhamento é suficiente para alterar o curso de abertura e fechamento, aumentar o atrito e causar desgaste precoce de roldanas, rolamentos e guias.

Em ambientes frios, o problema pode ser ainda mais sensível porque a estrutura sofre contrações e dilatações conforme a variação de temperatura. Quando a instalação não considera esses movimentos naturais, o conjunto tende a perder ajuste com o tempo, exigindo correções constantes.

Além disso, portas desalinhadas podem gerar riscos de segurança. Travamentos e fechamentos irregulares aumentam a chance de colisões com equipamentos e de acidentes com trabalhadores, especialmente em áreas onde circulam empilhadeiras e carrinhos.

3- Acessórios inadequados e falta de proteção aumentam a manutenção

A escolha de acessórios incompatíveis com o ambiente frigorificado também aparece como fonte recorrente de problemas. Componentes que funcionam bem em áreas comuns podem falhar rapidamente quando expostos a umidade, baixas temperaturas e formação de gelo.

Fechaduras, puxadores, dobradiças e sistemas de guia precisam ser adequados para operação em frio, com materiais resistentes e desenho que facilite a limpeza e reduza pontos de acúmulo de água. Quando isso não é considerado, o desgaste se acelera e a manutenção vira rotina, elevando custos e aumentando o risco de parada operacional.

Outro ponto é a falta de proteção física. Portas instaladas em áreas com tráfego intenso, sem defensas ou barreiras, ficam mais vulneráveis a impactos. Mesmo pequenas batidas podem deformar trilhos, danificar batentes e comprometer a vedação, criando um problema que se repete ao longo do tempo.

4- Falta de testes e ajustes finais na entrega

Um erro menos visível, mas bastante comum, é a ausência de testes completos após a instalação. Em muitos casos, a porta é entregue funcionando, mas sem ajustes finos de fechamento, pressão de vedação e alinhamento. Em ambientes frigorificados, esses detalhes são determinantes.

A falta de revisão também afeta o desempenho de acessórios como cortinas de PVC, sistemas de retorno automático e limitadores de abertura. Quando mal instalados, esses itens deixam de cumprir sua função, aumentam o tempo de porta aberta e elevam a troca de calor.

Com o crescimento de operações refrigeradas e a pressão por eficiência energética, a instalação de portas e acessórios deixou de ser um detalhe técnico e passou a ser um ponto sensível da operação. Evitar erros comuns — como vedação deficiente, desalinhamento e escolha inadequada de componentes — é uma forma direta de reduzir falhas, preservar equipamentos e garantir que o ambiente frigorificado cumpra sua função: conservar produtos com estabilidade e segurança, todos os dias.

 

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