You dont have javascript enabled! Please enable it! Montes Claros abre 2.482 empresas em 2025, mas boa parte delas ainda vende como se o cliente não estivesse na internet | Jornal Montes Claros

Montes Claros abre 2.482 empresas em 2025, mas boa parte delas ainda vende como se o cliente não estivesse na internet
Montes Claros abre 2.482 empresas em 2025, mas boa parte delas ainda vende como se o cliente não estivesse na internet

Montes Claros abre 2.482 empresas em 2025, mas boa parte delas ainda vende como se o cliente não estivesse na internet

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O Norte de Minas registrou crescimento de 14,30% na abertura de novos negócios no último ano. O ritmo de vendas online, porém, ainda não acompanha esse movimento. A razão está menos na falta de produto e mais na falta de presença digital estruturada

Em 2025, Montes Claros foi a quinta cidade de Minas Gerais que mais abriu empresas, 2.482 novos negócios formalizados segundo dados da Junta Comercial do Estado (Jucemg).

O Norte de Minas, como um todo, registrou crescimento de 14,30% nas formalizações em relação ao ano anterior, ficando entre as regiões com melhor desempenho no estado. O número revela uma energia empreendedora real, distribuída pelo comércio, pelos serviços e pela indústria local.

Mas abrir empresa e vender pela internet são dois movimentos distintos. E a maioria das pequenas e médias empresas do interior mineiro ainda trata o segundo como algo acessório, algo a ser endereçado depois que o negócio estiver rodando.

O problema é que, para o consumidor conectado, essa lógica já foi invertida. A decisão de compra começa online, muito antes do cliente cruzar a porta da loja ou ligar para o estabelecimento.

Os dados confirmam esse comportamento. Pesquisa da Fecomércio MG realizada com empresas de todas as regiões do estado, incluindo o Norte de Minas, mostrou que 62,5% das empresas mineiras já têm presença online. Mas apenas 37% possuem site próprio. Mesmo entre essas, parte significativa não trabalha os fatores que determinam visibilidade nos mecanismos de busca.

O consumidor mineiro mudou. A vitrine ainda não

O mesmo levantamento da Fecomércio MG identificou que 56,3% das empresas mineiras com atuação online relatam que a demanda do próprio consumidor foi o principal fator que as levou ao ambiente digital.

Em outras palavras: o cliente pediu, a empresa foi atrás. Mas essa reação tardia tem um custo. Quando uma empresa chega ao digital depois do concorrente, ele já construiu autoridade, histórico e posicionamento nos buscadores.

O e-commerce brasileiro, por sua vez, segue em expansão acelerada. Segundo o Mapa da Logística 2025, elaborado pela Loggi, as pequenas e médias empresas registraram crescimento de 77% nas vendas online no último ano, o maior índice entre todos os perfis de vendedores, superando grandes marcas e marketplaces. O ticket médio dos pedidos das PMEs chegou a R$ 215, valor 20% acima do praticado pelas grandes marcas no mesmo período.

Esse crescimento, no entanto, está concentrado em regiões que já estruturaram presença digital há mais tempo. Minas Gerais lidera em volume absoluto de envios e recebimentos, mas dentro do estado, a distribuição desse desempenho é desigual.

Empresas da capital e de cidades como Uberlândia e Juiz de Fora saíram na frente. As do interior, com raras exceções, ainda tentam recuperar o terreno perdido.

Ter site não é o mesmo que ser encontrado

Um dos equívocos mais comuns entre empreendedores que entram no digital é tratar o site como ponto de chegada. Na prática, ele é apenas o ponto de partida. De nada adianta uma loja virtual bem montada se ela não aparece nas primeiras páginas do Google quando o consumidor pesquisa o produto ou serviço que ela oferece.

O Google concentra 91,75% do mercado mundial de buscas. Nesse ambiente, o posicionamento orgânico, ou seja, aparecer nos resultados sem pagar por clique, depende de um conjunto de fatores técnicos que o algoritmo avalia continuamente.

Entre eles, os backlinks se destacam como um dos mais determinantes: links de outros sites apontando para o seu domínio funcionam como votos de credibilidade, indicando ao Google que aquele endereço é relevante e confiável.

O problema é que mais de 65% das páginas na internet não têm nenhum backlink. Esse índice é ainda mais expressivo entre negócios do interior, onde estratégias de link building raramente fazem parte do planejamento digital. O resultado é previsível: o site existe, mas o cliente de outro bairro , ou de outro estado , não o encontra.

O que separa quem cresce online de quem apenas sobrevive offline

O perfil das empresas que mais crescem no e-commerce brasileiro em 2025 tem algumas características em comum: site próprio, presença ativa em marketplace, estratégia de SEO e histórico de publicações em portais com audiência estabelecida.

Esse conjunto cria o que os especialistas chamam de autoridade de domínio: um ativo que cresce de forma cumulativa e que se torna progressivamente mais difícil de ser revertido pelos concorrentes.

Para construir esse ativo, uma das práticas mais eficazes é contratar uma agência de backlinks nacionais, que mapeia portais relevantes para o nicho da empresa, produz conteúdo editorial de qualidade e insere links de forma orgânica nesses veículos.

O resultado aparece nas buscas ao longo do tempo: o site sobe nas posições, ganha mais visibilidade e atrai tráfego qualificado sem depender exclusivamente de anúncios pagos.

Para empreendedores de Montes Claros e da região, essa janela ainda está aberta. A maioria dos concorrentes locais ainda não estruturou esse tipo de estratégia. Quem começa agora constrói vantagem que se acumula. No médio prazo, transforma presença digital em canal de vendas concreto.

O papel dos backlinks no posicionamento de lojas e serviços regionais

Quando um portal de notícias com audiência estabelecida publica uma matéria e insere um link para o site de uma empresa local, dois efeitos acontecem ao mesmo tempo. O primeiro é imediato: leitores daquele portal podem clicar no link e chegar à loja.

O segundo é estrutural: o algoritmo do Google interpreta aquele link como um sinal de que o site referenciado tem relevância suficiente para ser mencionado por uma fonte confiável. Esse sinal impacta o ranqueamento nas buscas.

Uma análise do Backlinko mostrou que o primeiro resultado do Google tem, em média, 3,8 vezes mais backlinks do que os resultados classificados entre a segunda e a décima posição. Essa diferença não acontece por acaso: ela é construída ao longo do tempo por empresas que trabalham de forma sistemática a construção de autoridade digital.

Para quem quer dar esse passo de forma mais controlada, o caminho mais direto é estruturar um processo de compra de backlink em portais com autoridade real e audiência verificável.

A eficácia dessa prática depende diretamente da qualidade dos veículos escolhidos e da forma como os links são inseridos, sempre dentro de conteúdo editorial relevante, nunca de forma artificial ou descontextualizada.

Norte de Minas tem mercado. Falta a vitrine digital para ele aparecer

Montes Claros concentra hospitais de referência regional, universidades federais, polo farmacêutico e um comércio que atende municípios de toda a mesorregião. Esse peso econômico cria uma base sólida para o e-commerce local, mas a base precisa de uma estrutura digital à sua altura.

O Sebrae registrou, em 2024, um evento de marketing digital em Montes Claros com foco em e-commerce e presença online para pequenos negócios.

O interesse existe. O que falta, na maioria dos casos, é transformar esse interesse em processo: definir quais canais priorizar, como construir autoridade nos buscadores e com quem executar essa estratégia de forma consistente ao longo do tempo.

Empresas que fizeram esse movimento há dois ou três anos hoje colhem resultados concretos: tráfego orgânico crescente, menor dependência de anúncios pagos e posicionamento consolidado para as principais buscas do seu nicho.

Segundo Anderson Alves, CEO da QMIX, agência de SEO em Goiânia, para quem ainda não começou, o ponto de partida é reconhecer que a vitrine digital não se constrói em um dia, mas também não precisa ser cara para ter impacto real.

2025 abriu novos negócios. 2026 vai definir quem sobrevive na busca

O crescimento no número de formalizações no Norte de Minas é uma boa notícia. Mas formalizar é o primeiro passo de um processo que inclui, cada vez mais, competir no ambiente digital. O consumidor que pesquisa no Google antes de comprar, esse consumidor não diferencia uma empresa local de uma nacional. Ele clica no que aparece primeiro.

Estar entre os primeiros resultados não é privilégio de grandes empresas. É resultado de trabalho técnico consistente, feito com os parceiros certos e ao longo do tempo. Para os empreendedores do Norte de Minas, esse trabalho pode começar hoje, com ou sem loja física, com qualquer tamanho de operação.

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