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tratamento para câncer de próstata
tratamento para câncer de próstata

Quimioterapia não é o único tratamento para câncer de próstata

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Tratamento da doença evolui com cirurgia robótica, radioterapia de precisão e novas terapias hormonais

O câncer de próstata é o tumor mais incidente entre os homens no Brasil, desconsiderando os tumores de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima cerca de 77.920 novos casos por ano entre 2026 e 2028, o que corresponde a uma taxa de 74,62 casos a cada 100 mil homens. Apesar da alta incidência, a doença apresenta elevadas chances de cura, especialmente quando diagnosticada precocemente, e conta com diferentes alternativas de tratamento disponíveis atualmente.

As possibilidades terapêuticas incluem cirurgia, radioterapia, terapia hormonal, quimioterapia e outras medicações utilizadas conforme as características do tumor e o quadro clínico de cada paciente. “A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um”, informa o Inca.

Estratégias variam conforme o estágio

A definição do tratamento depende de fatores como idade, estágio do tumor, agressividade da doença, presença ou não de metástases e condições gerais de saúde do paciente. Quando o câncer é diagnosticado em fase inicial e está localizado na próstata, as principais opções costumam ser cirurgia ou radioterapia, ambas com potencial curativo.

No caso cirúrgico, o procedimento é chamado de prostatectomia radical e consiste na retirada completa da próstata, além das vesículas seminais e, em alguns casos, dos linfonodos próximos. Atualmente, a cirurgia pode ser realizada por via aberta, laparoscópica ou robótica, técnica minimamente invasiva que permite maior precisão cirúrgica e recuperação mais rápida em muitos pacientes, conforme explica o Instituto Oncoguia.

A radioterapia também pode ser utilizada tanto em fases iniciais quanto em casos localmente avançados da doença. Segundo o Inca, trata-se de um tratamento que utiliza radiações ionizantes para destruir células tumorais ou impedir sua multiplicação. Dependendo do caso, a radioterapia pode ser aplicada como tratamento principal, após a cirurgia ou em associação com terapia hormonal.

As etapas para realização da radioterapia começam com avaliação por um médico radio-oncologista e incluem simulação do tratamento, definição do posicionamento do paciente com dispositivos de imobilização e planejamento individualizado da dose de radiação. Esse planejamento costuma utilizar exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, para aumentar a precisão e reduzir a exposição de tecidos saudáveis, conforme informações da Oncologia D’Or.

A terapia hormonal, também chamada de bloqueio hormonal ou terapia de privação androgênica, segue como uma das principais bases do tratamento do câncer de próstata, especialmente nos casos avançados, metastáticos ou associados à radioterapia em determinadas situações. Como grande parte desses tumores depende da testosterona para crescer, a redução ou o bloqueio da ação desse hormônio ajuda a retardar a progressão da doença e controlar os sintomas. Em muitos casos, o tratamento hormonal é combinado com outras terapias para ampliar os resultados.

Além disso, pacientes com doença avançada também podem receber tratamentos mais modernos, como terapias-alvo, medicamentos hormonais de nova geração e radiofármacos, dependendo das características do tumor e da evolução da doença.

A quimioterapia intravenosa costuma ser indicada principalmente em estágios mais avançados, especialmente quando o câncer se espalhou para outros órgãos ou deixa de responder adequadamente ao bloqueio hormonal. O tratamento utiliza medicamentos que circulam pela corrente sanguínea para atingir células cancerígenas em diferentes partes do organismo e geralmente é realizado em ciclos, com intervalos programados entre as aplicações.

De acordo com a Oncologia D’Or, o esquema terapêutico varia conforme a extensão da doença, os tratamentos já realizados anteriormente e as condições clínicas do paciente. A indicação da quimioterapia exige avaliação cuidadosa devido aos possíveis efeitos colaterais, uma vez que os medicamentos também podem afetar células saudáveis do organismo.

Diagnóstico precoce é um desafio

Apesar dos avanços terapêuticos, muitos pacientes ainda recebem o diagnóstico em fases avançadas da doença, o que pode limitar as opções de tratamento e reduzir as chances de controle do câncer. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostram que uma parcela significativa dos homens acima dos 40 anos no país não realiza exames preventivos regularmente, o que contribui para diagnósticos tardios.

Os levantamentos indicam ainda que o exame de toque retal e a dosagem do PSA continuam sendo pouco realizados por parte da população masculina. Ambos são importantes na avaliação da saúde da próstata e podem auxiliar na identificação precoce da doença, principalmente quando associados à avaliação médica individualizada. O rastreamento, entretanto, deve ser discutido entre médico e paciente, considerando idade, histórico familiar, sintomas e fatores de risco.

Quando identificado precocemente, o câncer de próstata costuma apresentar maiores chances de cura e possibilidade de tratamentos menos agressivos.

Alimentação como forma de prevenção

Entender como prevenir o câncer de próstata também passa pela adoção de hábitos saudáveis no dia a dia. Alimentação equilibrada, controle do peso corporal e prática regular de atividade física estão entre os principais fatores associados à redução do risco de diversos tipos de câncer, incluindo o de próstata.

Estudos apontam que uma parcela significativa dos casos de câncer poderia ser evitada com mudanças no estilo de vida, como alimentação adequada, combate ao sedentarismo, redução do consumo de álcool e manutenção do peso saudável.

Uma dieta rica em frutas, legumes, verduras, fibras e grãos integrais, com menor consumo de alimentos ultraprocessados, carnes processadas e gorduras em excesso, contribui não apenas para a prevenção do câncer, mas também para a saúde cardiovascular e metabólica de forma geral. Informações da Oncologia D’Or também reforçam que manter hábitos saudáveis ao longo da vida pode ajudar na diminuição dos fatores de risco relacionados ao desenvolvimento da doença.

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