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Norte de Minas – A beleza do Velho Chico e o contraste do assoreamento na cidade ribeirinha de Itacarambi

Quem chega na cidade de Itacarambi, Norte de Minas, depara com uma paisagem linda no Cais da Água Viva uma das orlas do Rio São Francisco. Mas o que  vemos é um rio agonizando com poucas aguas. No lugar que deveria ser navegável, o contraste é deparado bem de perto pelos moradores do município de aproximadamente 17 mil habitantes.

Norte de Minas - A beleza do Velho Chico e o contraste do assoreamento na cidade ribeirinha de Itacarambi
Norte de Minas – A beleza do Velho Chico e o contraste do assoreamento na cidade ribeirinha de Itacarambi

“O rio tá morrendo aos poucos, tem mais de 10 anos que ele não secava assim””, falou um pescador. As pequenas “”croas” nome dado as praias que formam no meio do rio, interrompe as navegações dos pequenos barcos. Dificultando o transporte das pessoas .A travessia da balsa para outro lado com destino as cidades de Jaiba e Janaúba, poderá interromper a qualquer momento o transporte dos veículos. Porque a formação de bancos de areias são eminentes.

Se por ventura isso vier acontecer muitas pessoas sairão prejudicadas. O único local para a travessia fica numa distancia de mais de 40 quilômetros, no município de Manga. Com tanto banco de areia, o serviço dos tiradores de areia ficou mais lucrativo. Por causa do fácil acesso aos locais.

Com a falta da chuva, a vazão do rio, controlada pela Chesf, que era de 1.300 m cúbicos por segundo, passará a ser de 1.100 m cúbicos por segundo. A redução do nível do rio, haverá redução também dos gastos com o funcionamento das termoelétricas. O Ibama já aprovou o projeto.

Norte de Minas - A beleza do Velho Chico e o contraste do assoreamento na cidade ribeirinha de Itacarambi
Norte de Minas – A beleza do Velho Chico e o contraste do assoreamento na cidade ribeirinha de Itacarambi

O período de cheia da região é entre os meses de dezembro a março, sem chuva, os prejuízos ambientais já começaram a dar sinal, a erosão nas margens do Velho Chico se torna evidente, a formação de bancos de areia é constante e a reprodução dos peixes está sendo reduzida.

O ribeirinho que vê aos poucos, mudanças profundas no Velho Chico, espera uma melhoria no cenário dos ribeirinhos.

Enquanto não chove, infelizmente a visão que temos hoje é um rio esquelético com uma cor diferente e uma água turva com um cheiro diferente. A tristeza que presenciamos nos olhares do barranqueiro é uma desolação, enfim, esta é uma das maiores seca que presenciamos neste ano de 2014.

Por Vailton Ferreira

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