Publicidade FENICS 2108 - RESERVE JÁ,JÁ, SEU STAND!  

PUBLICIDADE

COPASA - MONTES CLAROS
Inicio » Nacional » Copa 2014 – Movimentos sociais organizam eventos alternativos para dias de partidas da Copa

Copa 2014 – Movimentos sociais organizam eventos alternativos para dias de partidas da Copa

Cerca de 150 pessoas se reuniram nessa sexta-feira, 6 de junho, na Cinelândia, no centro do Rio, durante o amistoso entre Brasil e Sérvia – última partida da seleção brasileira antes da Copa do Mundo, para lançar a mobilização social programada para o megaevento esportivo. O ato foi chamado de ManiFest – território livre da Fifa, e transmitiu o jogo do Brasil.

Copa 2014 - Movimentos sociais organizam eventos alternativos para dias de partidas da Copa
Copa 2014 – Movimentos sociais organizam eventos alternativos para dias de partidas da Copa

O integrante do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro Gustavo Mehl disse que o fato de vários movimentos sociais denunciarem problemas relacionados à realização da Copa do Mundo não significa que os participantes sejam contra o futebol ou a seleção brasileira.

“Tem algumas pessoas, principalmente no discurso oficial do governos e das grandes empresas que estão se beneficiando com a Copa dizendo que se manifestar, criticar ou questionar a Copa do Mundo é não gostar do futebol, ser contra o futebol. Mas na verdade, eu particularmente sou apaixonado por futebol e isso é uma das razões que me motiva a ir à manifestação, é justamente contra o projeto de diminuir o futebol a uma perspectiva de um negócio lucrativo para alguns poucos”, justificou.

De acordo com ele, a ideia não é boicotar a Copa, mas assistir aos jogos com plena consciência dos significados negativos do evento. “A Copa não trouxe benefício para a população, mas benefício para alguns grupos privados. Nesse clima, a gente está passando o jogo aqui para dialogar com a população que está passando e lembrar que, por mais que a gente possa ver os jogos e armar os nossos esquemas para ver os jogos, a crítica deve permanecer”.

O grupo marcou para o dia 12, abertura da Copa, a primeira manifestação com a chamada “Nossa Copa é na Rua”, que envolverá movimentos sociais, sindicatos, representações, coletivos e grupos de juventude. A concentração será na Candelária as 10h, com saída ao meio-dia em direção ao Largo da Lapa. Há previsão de se fazer outros eventos ManiFest para a transmissão dos jogos, além de atos pontuais durante os jogos da primeira fase e manifestações nos dias das partidas das oitavas de final, quartas de final e na final no Estádio do Maracanã.

O comitê também lançou o terceiro Dossiê de Mega Eventos e Violações de Direitos Humanos. “Ele traz um apanhado de todo o acúmulo que o Comitê Popular da Copa tem nos últimos anos, das críticas a esses eventos envolvendo uma série de questões como moradia, com as remoções forçadas; a mobilidade, que não melhorou como legado para a população; e esportes, com a falta de incentivo a dois anos das Olimpíadas”, explicou Mehl.

Para ele, as manifestações de junho de 2013 foram resultado de uma série de insatisfações que a população tinha com relação às violações de direitos. “Algumas coisas ficam claras, os padrões de violações não foram interrompidos em nenhum aspecto, o que a gente teve foi um avanço muito grande na capacidade da sociedade civil das comunidades, das associações de moradores, dos grupos organizados, de questionar alguns padrões de violações e de lutar por direitos. Junho de 2013 foi o ápice, em que explodiu em manifestações de rua toda uma insatisfação, descontentamento, e uma tomada de consciência do que estava acontecendo”, avaliou.

Agência Brasil

Leia Também

Carreta Brahma chega ao norte de Minas para animar galera antes da Expomontes

Carreta Brahma chega ao norte de Minas para animar galera antes da Expomontes

* Por: Jornal Montes Claros - 20 de junho de 2018. Carreta Brahma chega ao …

Aviso: Nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto e esperamos que as conversas nos comentários de artigos do JORNAL MONTES CLAROS sejam respeitosas e construtivas. O espaço de comentários em nossos artigos é destinado a discussões, debates sobre o tema e críticas de ideias, não às pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão tolerados de maneira nenhuma e nos damos ao direito de ocultar/excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, preconceituoso, calunioso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem nome completo e/ou email válido).