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Saúde - Especialistas admitem reações com a vacina contra o HPV, mas garantem que vacina não faz mal à saúde
Saúde - Especialistas admitem reações com a vacina contra o HPV, mas garantem que vacina não faz mal à saúde

Saúde – Especialistas admitem reações com a vacina contra o HPV, mas garantem que vacina não faz mal à saúde

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Apesar de ocorrências de reações adversas à vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) no País, a imunização não oferece riscos à saúde nas meninas entre 11 e 13 anos que passaram a tê-la no calendário básico desde março deste ano. É o que garante a coordenadora do Programa de Imunização de Pernambuco (PEI/PE), Ana Catarina de Melo: “Nós já vacinamos 4,3 milhões de meninas em todo o País e não tivemos reações graves. Às vezes, a menina sente dor no local da aplicação, ou febre, o que pode acontecer com qualquer vacina. Não leva a contra-indicação”. Caso algum comportamento estranho seja identificado, a orientação é procurar um serviço de saúde.

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Na primeira etapa do programa de vacinação, foi registrado pelo Ministério da Saúde (MS) que seis meninas apresentaram reações adversas como mal estar, dores musculares, dor de cabeça, náusea e até convulsões de um mesmo lote no Rio Grande do Sul. Quanto a esse caso, Ana Catarina explica que: “Foi no mesmo local, e ainda está sendo investigado se o que provocou as reações realmente foi a vacina”. 

A vacinação é feita em três etapas e protege contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Segundo o MS, os subtipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero, enquanto os subtipos 6 e 11 respondem por 90% das verrugas anogenitais. De acordo com Ana Catarina, é de fundamental importância que as três doses sejam tomadas: “Só assim vai haver garantia de proteção prolongada”.

Nesta segunda-feira (1º), começa a segunda etapa da vacinação. As meninas devem se dirigir às unidades de saúde para aplicar a dose. Alguns municípios do Estado também oferecem a imunização nas escolas. Em Pernambuco, 206.235 meninas foram vacinadas na primeira etapa, sendo 86,23% do total nesta faixa etária. 

No Recife, a campanha foi feita nas instituições de ensino para chamar a atenção para a importância da proteção, como explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Recife, Elizabeth Azoubel: “As adolescentes foram referenciadas para procurarem o posto de vacinação mais próximo de casa para aplicação da segunda dose”. As meninas que não tomaram a primeira dose também poderão começar o processo nos postos de saúde.

DOENÇA – O HPV é transmitido por contato direto com a pele ou mucosas infectadas, por meio de relação sexual. O vírus também pode ser transmitido da mãe para o filho na hora do parto. O maior objetivo da vacinação é reduzir casos e mortes ocasionadas pelo câncer de colo de útero.

Apesar da proteção, a vacina não descarta que mulheres entre 25 e 64 anos realizem o exame preventivo, chamado papanicolau, todos os anos. Além disso, deve-se sempre usar preservativo nas relações sexuais.

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