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Montes Claros – Vereadores votam em contra de projeto que asfaltaria ruas em mais de 20 bairros

Os vereadores tiveram a oportunidade de garantir, na manhã desta quinta-feira (11), por meio da aprovação de dois empréstimos, recursos para a implantação de uma política ambiental consistente e também para o asfaltamento de ruas em mais de 20 bairros. Mas isso não aconteceu.  Novamente, vereadores que trabalham contra a cidade, impediram que a população recebesse benefícios importantes. Dentro da política do quanto pior, melhor,  dois projetos do Executivo que garantiam, por meio de empréstimo do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), recursos da ordem de R$70 milhões, foram derrotados.

Montes Claros - Vereadores votam em contra de projeto que asfaltaria ruas em mais de 20 bairros
Montes Claros – Vereadores votam em contra de projeto que asfaltaria ruas em mais de 20 bairros

Durante a votação na Câmara, alguns vereadores impuseram restrições aos projetos. Um fato curioso que marcou a votação, é que alguns vereadores apenas registraram presença, mas não permaneceram para votar.

O primeiro projeto previa o empréstimo de R$ 50 milhões para  implantação de medidas para o descarte de resíduos sólidos. Nele estava contido o maior projeto ambiental da história de Montes Claros, com obras como a construção de uma usina de tratamento de lixo, além da implantação da coleta seletiva com lixeiras subterrâneas. O projeto também contemplava a construção do aterro sanitário e a implantação de ações ambientais como a reforma dos parques Municipal e Sapucaia, com a reforma do teleférico, além da revitalização da lagoa do Interlagos.

Já o segundo projeto rejeitado, que garantia recursos de R$ 20 milhões, previa a pavimentação de ruas nos bairros Village do Lago I e II, Guarujá, Monte Carmelo, Nova Suíça, Vila Sion, Alto da Boa Vista, Vila Telma, Independência, Jardim Palmeiras, Barcelona, Santa Rafaela, Santo Inácio, Vila Atlântica, além das comunidades rurais de São João da Vereda e Aparecida do Mundo Novo.

Chama atenção o fato de boa parte dessas localidades serem redutos dos próprios vereadores que impediram a aprovação dos projetos, fazendo assim, com que as inúmeras famílias que moram nestes bairros continuam morando em ruas de terra. Outro fato curioso é que a estratégia utilizada não foi a dos votos contra, mas sim a das abstenções e ausências. O vereador Fábio Neves, por exemplo, nem sequer compareceu à reunião.

Já os vereadores Eduardo Madureira (PT), Oliveira Lêga (DEM), Gêra do Chica (PMN) e Graça do PSF (PT) votaram contra. O vereador Rodrigo Cadeirante (PMN), optou pela abstenção. Com isso, o primeiro projeto foi derrotado por apenas um voto.

Os vereadores favoráveis foram Valcir da Ademoc (PTB), Diu Andrade (PSL), Pastor Altemar (PSDB), Fernandão Anjo do Futuro (PRTB), Idelfonso Saúde (PMDB), Dr. Valdivino (PMDB), Ladislau (PMDB), Marly (PDT), Marcos Nem (PSD), Edwan do Detran (PV) e Edmilson Magalhães (PP).

De acordo com o vereador Valcir da Ademoc, Montes Claros perdeu uma grande chance de sair na frente de muitas cidades na implantação das políticas ambientais. De acordo com ele,  os vereadores que querem o bem da população e trabalham por uma Montes Claros melhor, vão atuar para que os projetos voltem à Câmara.

– Fiquei triste porque estes eram projetos que não levavam em consideração partidos, pois muitos locais contemplados são bases eleitorais da própria oposição, o que demonstra que o executivo, que o prefeito está pensando no melhor para cidade, está trabalhando para o povo e não fazendo politicagem barata. Votar contra projetos como estes, é votar contra o progresso de Montes Claros. Vamos trabalhar para que no próximo ano eles voltem à Câmara – explica Valcir.

O vereador Diu Andrade também manifestou tristeza com o resultado da votação.

– Os moradores da cidade têm que saber o que está acontecendo nesta casa. Por causa de disputa política, projetos importantes são rejeitados. Isso é uma vergonha. O povo de Montes Claros tem que saber quem são os inimigos do progresso – desabafou o vereador.

O vereador Edmilson Magalhães também mostrou repúdio ao resultado.

– Os vereadores dessa casa não têm pensado no povo. Milhares de pessoas seriam beneficiadas, mas os projetos não foram aprovados. Hoje é um dia de vergonha para a Câmara – disse Edmilson.

Os projetos só poderão voltar à Câmara, para nova votação em 2015.