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Oitiva. Marcelo Odebrecht, preso pela operação Lava Jato, será ouvido em Curitiba pelo TSE
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Odebrecht depõe nesta quarta-feira em ação que pode cassar Temer

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Odebrecht depõe nesta quarta-feira em ação que pode cassar Temer

O presidente Michel Temer (PMDB) retorna nesta quarta-feira (1) para Brasília do feriado do Carnaval diante de uma semana que pode ser decisiva para o processo de cassação da chapa que o elegeu junto com a presidente Dilma Rousseff (PT).

Oitiva. Marcelo Odebrecht, preso pela operação Lava Jato, será ouvido em Curitiba pelo TSE
Oitiva. Marcelo Odebrecht, preso pela operação Lava Jato, será ouvido em Curitiba pelo TSE

 

O herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, presta depoimento nesta quarta-feira, em Curitiba, ao ministro Herman Benjamin, relator do processo sobre as doações de campanha de 2014. Só na primeira semana deste mês, outros quatro executivos do grupo serão ouvidos.

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As revelações feitas nas delações premiadas dos executivos da Odebrecht devem ser incorporadas ao processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para isso, os delatores irão confirmar depoimentos já prestados e que podem complicar a situação de Temer, já que executivos mencionaram o peemedebista em depoimentos referentes à Lava Jato.

Até agora, o foco da ação que pode cassar a chapa completa ficou voltado para irregularidades supostamente cometidas na contratação de gráficas feita pela equipe de campanha ligada à petista, mas os novos depoimentos podem mudar o rumo do processo no tribunal.

A estratégia da defesa do presidente Temer será a de defender a separação da prestação de contas da então candidata a presidente e do candidato a vice-presidente, tese que é refutada pelos advogados de Dilma. Nos bastidores, o ministro Herman Benjamin já disse que está preparando um voto duro. Aos mais próximos, ele teria dito que o seu entendimento é o de que não há uma dissociação da situação de presidente e vice, e que seria um “descalabro” dividir a chapa.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) proposta pelo PSDB pedindo a cassação da chapa já conta com 22 anexos e o depoimento de 42 pessoas ligadas às campanhas e às empresas que prestaram serviço a ela. Em dezembro, a Polícia Federal cumpriu em São Paulo, Minas Gerais e em Santa Catarina diligências em 20 endereços ligados às gráficas que prestaram serviços à chapa com o objetivo de obter possíveis provas no inquérito. Na última semana, os empresários Rodrigo e Rogério Zanardo, apontados como proprietários da gráfica Red Seg, prestaram depoimento ao TSE.

O presidente Michel Temer já declarou que se a decisão do TSE for pela cassação da chapa completa, ele irá utilizar de “todos os recursos necessários” para se manter no cargo. Apesar de o ministro relator Herman Benjamin já ter demonstrado que trata o caso com celeridade, ministros da Corte avaliam que o julgamento da ação pode ficar para o segundo semestre.

Histórica

Decisão. O relator ministro Herman Benjamin já disse que a decisão sobre a ação será histórica e que o processo de cassação da chapa Dilma/Temer “é o maior processo da história” do TSE.

CRONOGRAMA

Os depoimentos que estão agendados no processo:

Quarta (1): O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin vai ouvir nesta quarta (1) Marcelo Odebrecht, herdeiro da empreiteira, em Curitiba.

Quinta (2): Benedicto Barbosa da Silva e Fernando Reis, ex-presidente da construtora Odebrecht e ex-presidente da Odebrecht Ambiental, respectivamente, irão depor no dia 2, também em Curitiba.

Dia 6. Os ex-diretores de relações institucionais Cláudio Melo Filho e Alexandrino Alencar serão ouvidos em Brasília, no dia 6 de março.

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PRESSÃO

Semana guarda mais problemas

BRASÍLIA. Além da dor de cabeça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobretudo se ocorrer a divulgação do conteúdo dos depoimentos, o presidente Michel Temer (PMDB) terá que lidar com outras más notícias na semana.

Ao retornar a Brasília ele terá que se debruçar sobre o caso do ministro afastado Eliseu Padilha (PMDB), acusado pelo ex-assessor e amigo de Temer José Yunes. O presidente sofre pressão para destituir o chefe da Casa Civil, para reduzir o impacto sobre sua imagem. Além disso, novos pedidos de inquérito e denúncia feitos pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, devem sacudir o governo.

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