MG - 18 pessoas são presas por venda de anabolizantes em Minas Gerais
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MG – 18 pessoas são presas por venda de anabolizantes em Minas Gerais

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MG – 18 pessoas são presas por venda de anabolizantes em Minas Gerais

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Regional Ipatinga, formado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pelas polícias Militar e Civil, deflagrou na manhã dessa quinta-feira (16), a segunda fase da operação Corpo Blindado.

MG - 18 pessoas são presas por venda de anabolizantes em Minas Gerais
MG – 18 pessoas são presas por venda de anabolizantes em Minas Gerais

 

A operação, que investiga esquemas criminosos organizados voltados à comercialização e distribuição de entorpecentes sintetizados, anabolizantes, medicamentos controlados e outros produtos sem registro e origem, ocorreu, simultaneamente, em sete cidades de Minas Gerais: Belo Horizonte, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, Caratinga, na região do Vale do Aço, e Nova Lima e Ibirité, na região metropolitana da capital.

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Foram decretadas, ao todo, 27 prisões cautelares e autorizadas 41 buscas e apreensões. Até o início da tarde dessa quinta-feira, haviam sido presas 18 pessoas e apreendida grande quantidade de anabolizantes e medicamentos de uso e venda controlados, assim como porções de cocaína e maconha, arma de fogo, munições e carregador.

Entre os conduzidos, estão algumas pessoas que foram presas na primeira fase da operação, em janeiro, durante evento promovido por uma boate em Ipatinga. Elas são apontadas como comerciantes de drogas sintéticas, anabolizantes e derivados.

A segunda fase da operação tem como foco a comercialização e distribuição de anabolizantes e outros medicamentos controlados e/ou sem registro e origem, conduta que, segundo o art. 273, § 1º, B, do Código Penal, pode ser punida com pena privativa de liberdade de 10 a 15 anos de reclusão.

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Segundo o Gaeco, os medicamentos e anabolizantes apreendidos eram vendidos ilicitamente em diversas academias do Vale do Aço e também por pessoas que faziam o comércio clandestino como meio de vida. Essas pessoas também prestavam ”consultoria” aos usuários, “prescrevendo” qual produto utilizar, a forma de se fazer o uso e a dieta adequada para o tratamento.

Fraudadores produziam carne com substâncias cancerígenas, diz delegado

O delegado da Polícia Federal responsável pela operação Carne Fraca, Maurício Moscardi Grillo, afirmou nesta sexta-feira (17) que a investigação mostra que a preocupação das duas maiores empresas alimentícias, a JBS e a BRF, era com seus cofres em detrimento da saúde pública da população. A declaração foi dada durante entrevista coletiva sobre a operação em Curitiba.

A operação envolve ainda outras empresas do ramo no país, segundo o delegado. Há cerca de 40 pessoas jurídicas envolvidas no esquema que incluía venda de produtos vencidos com a embalagem modificada.

“O que interessa para esses grandes grupos é o mercado independente da saúde pública da população. Há uma falsa preocupação das empresas com a sociedade”, disse o delegado. Em outro braço do esquema, grupos criminosos pagavam propina para partidos políticos.

Segundo Grillo, foi identificado envolvimento do PP e do PMDB. Mas, de acordo com ele, essa parte não foi aprofundada porque o foco da investigação era a saúde pública, corrupção e lavagem de dinheiro.

Grillo explicou que os proprietários das empresas se beneficiavam do esquema e estavam dentro da situação, portanto não eram vítimas, mas corruptores. Segundo ele, também estavam envolvidos o ex-superintendente do Ministério da Pesca e da Agricultura no Paraná, o superintende de Goiás e um alto funcionário em Minas Gerais.

No caso da Superintendência de Goiás, Grillo disse que havia facilitação para enviar mercadoria contaminada com Salmonella para o exterior. O delegado disse que havia pedido intervenção nessa fábrica no interior de Goiás, mas que o juiz solicitou que a investigação fosse realizada pelo Ministério da Agricultura.

Itens cancerígenos

A operação Carne Fraca encontrou uma série de irregularidades na fabricação e comercialização de proteínas no país, com investigação concentrada no Paraná, mas também com desdobramentos em outros Estados, como Goiás e Minas Gerais.

A operação apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos, incluindo grandes empresas como BRF e JBS.

O delegado Moscardi Grillo disse na coletiva que as algumas das empresas investigadas usavam ácido e outros elementos químicos muito acima do permitido por lei para maquiar o aspecto físico de alimento vencidos e estragados. “Alguns são cancerígenos e usados para poder maquiar a característica física”, afirmou Grillo.

Ele disse que estas irregularidades foram encontradas principalmente em frigoríficos menores da Região Sul, mas não só Ele disse ainda que algumas empresas injetavam água para aumentar o peso da carne.

O delegado afirmou ainda que também foi encontrada carne processada, em que na verdade não havia proteína animal e sim, soja. “Inclusive há uma destas empresas que forneciam merenda escolar no Paraná que não havia carne dentro, era proteína de soja”, disse afirmando se tratar do Frigorífico Souza Ramos.

A Polícia Federal citou ainda casos de Salmonella – bactéria que causa infecção em humanos e pode ser transmitida por alimentos. Neste casos, fiscais do governo federal recebiam propina para liberar a comercialização do produto contaminado. “Encontramos também pagamento de propina para fabricação de proteína em fábricas contaminadas com Salmonella”, afirmou.

Ele disse ainda que contêineres com alimento contaminado, com destino à exportação para Europa, também foram encontrados.

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