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Coluna do Aldeci Xavier – Preto no Branco

Coluna do Aldeci Xavier – Preto no Branco

PANO DE FUNDO

De forma nada republicada, o Congresso Nacional aproveita a movimentação e a atenção da população em torno da reforma da Previdência para votar matérias que só interessama eles. Depois do projeto de terceirização, agora é a vez da votação da reforma política, onde a principal proposta é tirar do eleitor o direito de escolher seu deputado. O mais triste é que a implantação da ditadura política tem aval de partidos intitulados de esquerda, que também abraçaram a ideia de lista fechada. Fica até difícil imaginar que amanhã seremos obrigados a escolher um partido, cuja maioria está envolvida em corrupção, e este definirá quem vai ser o representante da população no Congresso Nacional. Aliás, não precisa ter bola de cristal para afirmar que a proposta é justamente a de proteger quem está lá, impedindo inclusive que haja renovação. Porque eles não votam para que haja no máximo uma reeleição para o legislativo?

 

ASSOCIAÇÕES NO SERASA

Na manhã de ontem, dirigentes das associações rurais de Montes Claros estiveram reunidos no plenário da Câmara de Vereadores, na Avenida João Luiz de Almeida. Entre as discussões, estava o fato de que várias destas entidades tiveram seus nomes incluídos no Serasa por falta de pagamento da taxa de energia dos poços tubulares. É que tais associações não conseguiram quitar o débito porque a prefeitura não está repassando os recursos. Este jornalista teve acesso à correspondência que o Serasa enviou para a Associação de Olhos D’Água e de Serra Verde, antigo Mato Seco. Vale lembrar que recentemente a coluna recebeu informação do secretário de Agricultura, Osmani Barbosa Neto, de que estas dívidas estão sendo quitadas. Por questão de justiça, vale ressaltar que a maioria vem recebendo o repasse normalmente.

 

SAÚDE PARA SAÚDE

Importante a decisão de vereadores da Câmara de Montes Claros, que na próxima terça-feira estarão no Ministério da Saúde, em Brasília-DF, para entregar documento onde mostram a radiografia da saúde no município, oportunidade em que solicitarão aporte de mais 10% para que a prefeitura possa assumir a gestão plena. Aliás, Montes Claros é a única cidade que ainda não quer responder pela área. Seria importante que o prefeito Humberto Souto, o mais interessado, também estivesse presente e mostrasse seu interesse em resolver a questão. Vale lembrar que vários setores arquitetaram plano para desgastar a administração do então prefeito Ruy Muniz e com isso retirar do município a gestão da saúde. Por questões políticas, o governador Fernando Pimentel retirou a responsabilidade da prefeitura naquela época achando que faria um bom negócio e, hoje, quer devolver e o atual prefeito não aceita.

 

BARRAGEM DE CONGONHA

Além do Ministério da Saúde, os vereadores estarão reunidos com a direção do Ministério da Integração Nacional para entregar documento reivindicando o início imediato das obras da Barragem de Congonha, que responderá, no futuro, pelo abastecimento de água de Montes Claros. Nos dois encontros os deputados votados no Norte de Minas foram convidados a participar. Até o fechamento da coluna, havia manifestado interesse em acompanhar os vereadores a deputada Raquel Muniz (PSD), o deputado estadual Arlen Santiago (PDT) e o deputado estadual Gil Pereira (PP). Aliás, historicamente, Gil é o parlamentar que mais tem brigado para ver efetivada a construção dasbarragens de Congonhas e de Jequitaí.

 

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Os vereadores Daniel Dias e a vereadora Neia do Criança Feliz manifestaram que estarão em Brasília-DF, na terça-feira, quando pretendem entregar à Comissão que discute a reforma da Previdência, documento onde todo o legislativo de Montes Claros, bem como representantes de diversos setores, manifestam contráriosà proposta que está no Congresso Nacional.

REFORMA POLÍTICA

Relator da comissão especial da reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), propôs no relatório a unificação para quatro meses, do prazo de desincompatibilização para todos os cargos públicos e a possibilidade de um político disputar mais de um cargo em um mesmo pleito, o que é proibido hoje. Outra proposta de mudança é o fim de uma das duas suplências de senadores e a proibição de divulgação de pesquisas eleitorais uma semana antes da eleição.

Aldeci Xavier
Aldeci Xavier