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MG – Cidade mineira recebe telescópio para monitorar o lixo espacial

MG – Cidade mineira recebe telescópio para monitorar o lixo espacial

Foi inaugurado nesta quarta-feira (05/04/2017) em Brazópolis, no Sul de Minas, um telescópio russo de alta tecnologia capaz de monitorar o lixo espacial.

O telescópio russo foi instalado no Observatório do Pico dos Dias, em Minas Gerais
O telescópio russo foi instalado no Observatório do Pico dos Dias, em Minas Gerais

 

O equipamento foi instalado no Observatório do Pico dos Dias e é  fruto de uma parceria entre a Roscosmos, a agência espacial da Rússia, e o Laboratório Nacional de Astrofísica, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações (MCTIC).

Ele é o primeiro telescópio da Roscosmos no hemisfério sul e vai funcionar ainda em fase de testes, mas já foi capaz de detectar cerca de 200 detritos espaciais numa única imagem. “Existe uma preocupação em proteger os satélites da Rússia e do mundo inteiro dos detritos espaciais e, com isso, garantir que os serviços dos satélites não sejam comprometidos. Tudo que utilizamos no dia a dia corre risco de interrupção caso um satélite em órbita seja danificado”, explica o diretor do LNA, Bruno Castilho.

O investimento feito pela Roscosmos é de de R$ 10 milhões. Agora o LNA poderá detectar e mapear detritos na órbita do planeta, fragmentos de foguetes e pedaços de satélites que vagam pelo espaço, para criar uma base de dados com a localização e a trajetória dos objetos que apresentam risco de colisão com satélites artificiais ativos ou, no caso de objetos maiores, com o planeta Terra depois de entrar na atmosfera. A base de dados, que ficará sob responsabilidade da agência russa, vai orientar a adoção de medidas para evitar eventuais colisões.

“O LNA vai ter cópia de todas as imagens, que poderão ser usadas para pesquisas em astronomia, supernovas, estrelas variáveis e asteroides. Todos os astrônomos brasileiros poderão utilizar os dados, desde que apresente um projeto de pesquisa solicitando as imagens para determinado fim”, afirma Castilho.

Segundo ele, o telescópio é importante para o cidadão e também para as pesquisas astronômicas desenvolvidas no Brasil. “Vamos ter acesso a uma grande quantidade de dados sem custos para o país, com acesso para todos os pesquisadores interessados”, acrescenta. Com isso, os satélites de comunicação que circulam na órbita da Terra terão menos risco de colisão com detritos espaciais. E as redes de telecomunicação do Brasil e do mundo ficam mais protegidas, diminuindo as chances de terem os serviços temporariamente inoperantes.

Por que o Brasil?

“A Rússia queria um instrumento desses no hemisfério sul. Para a escolha do Brasil e do Observatório do Pico dos Dias foram considerados vários fatores que vão desde a localização, passando pela infraestrutura do LNA e dos nossos laboratórios. A inauguração desse telescópio é fruto de um convênio de cooperação científica dentro do acordo dos Brics, assinado em 2016″, esclarece o diretor do LNA, Bruno Castilho.

Em novembro de 2016, uma equipe russa desembarcou no Brasil e se juntou a pesquisadores brasileiros para dar início à instalação do telescópio na cúpula de seis metros de diâmetro no Observatório do Pico dos Dias. O que a Roscosmos quer é fotografar “essa parte do céu” para ampliar o mapeamento da órbita terrestre e o monitoramento do lixo espacial. A agência possui um telescópio semelhante na Rússia que acompanha a movimentação dos objetos “na parte norte” da órbita terrestre.

A Fundação de Apoio à Pesquisa de Itajubá (Fupai) vai gerenciar os recursos de operação e manutenção do equipamento e os custos da equipe. Um engenheiro russo vai treinar os técnicos brasileiros que vão comandar o telescópio. “Estamos abrindo uma porta de colaboração com a Rússia, que tem enorme tradição na astronomia. Esse acordo é uma abertura para novos acordos futuros. O prazo inicial de operação do telescópio é de seis anos, renovável até quando o projeto de mapeamento dos detritos for importante”, diz Castilho.

A instalação do telescópio faz parte do projeto da Agência Espacial Russa intitulado Panoramic Electro-Opical System for Space Debris Detection (PanEOS) que prevê a construção e operação de uma rede de instalações desse tipo de telescópio na Rússia e em vários outros pontos do planeta. A África do Sul é um dos países do hemisfério sul onde a Roscosmos pretende instalar outro exemplar desse telescópio.

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