Pesquisa da CNM apontou problemas advindos do uso de crack nas cidades brasileiras
Pesquisa da CNM apontou problemas advindos do uso de crack nas cidades brasileiras

MG – Crack é ameaça em 744 cidades mineiras

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MG – Crack é ameaça em 744 cidades mineiras

A proliferação do uso do crack em Minas pode estar em um estágio mais avançado do que se imagina. Das 853 cidades mineiras, 744 alegam ter problemas com a droga, segundo levantamento publicado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), por meio do portal Observatório do Crack. Nesse universo, 191 prefeituras afirmam que o nível do problema é alto.

Pesquisa da CNM apontou problemas advindos do uso de crack nas cidades brasileiras
Pesquisa da CNM apontou problemas advindos do uso de crack nas cidades brasileiras

 

O mapeamento levou em consideração os impactos causados pela droga nas áreas de educação, assistência social, saúde e segurança. De acordo com a CNM, o problema é agravado pela inexistência de políticas voltadas para localidades com menos de 200 mil habitantes, que representam a maioria dos municípios brasileiros.

Consultor da CNM, Eduardo Stranz explica que, no geral, os problemas comuns às cidades mineiras se assemelham ao que acontece no restante do país. Ele revela que destacam-se a falta de atividades e ações de reinserção social para os dependentes químicos, além das verbas que são consideradas insuficientes para tratar a questão do vício.

“As dificuldades relacionadas pelos gestores são referentes a falta de estrutura da rede de saúde para o tratamento clínico. Temos, dentre os inúmeros relatos, a questão da ausência de ambulatórios especializados, onde são tratadas as demandas como crises de abstinência, início de overdoses e desintoxicação. Essas informações, segundo os gestores municipais, se dão pela carência de recursos financeiros”, explica Stranz.

 

Esforços

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que Minas tem, em 143 municípios, uma rede de saúde mental implantada para atender, dentre diversas demandas, pessoas em uso prejudicial de álcool e outras drogas, como os viciados em crack.

No caso do serviço de atenção psicossocial para atendimento de pacientes com transtornos decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoativas (CAPS AD II), a secretaria informou que o Estado tem capacidade operacional para atendimento em cidades ou regiões com população superior a 70 mil habitantes.

No caso dos CAPS AD III, o atendimento é destinado a “pessoas de todas as faixas etárias que apresentam intenso sofrimento psíquico decorrente do uso de crack, álcool e outras drogas”.

As informações são do Hoje em Dia

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