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Petição em defesa da Amazônia tem mais de 600 mil assinaturas

Petição em defesa da Amazônia tem mais de 600 mil assinaturas

Uma petição online em defesa da Amazônia já alcançou mais de 640 mil assinaturas na tarde desta quarta-feira, 30. O abaixo-assinado ganhou força após decreto do governo Temer que extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca).

Petição em defesa da Amazônia tem mais de 600 mil assinaturas
Petição em defesa da Amazônia tem mais de 600 mil assinaturas

 

O texto da petição, dirigido à Comissão Especial da Câmara, ao Congresso Nacional e ao presidente Michel Temer, pede o “abandono total e definitivo da PL 8.107/17”. O projeto de lei em questão altera os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará.

“Exigimos também que ouçam o apelo do povo brasileiro e parem, de uma vez por todas, de passar leis, decretos e qualquer outra medida legislativa irresponsável para agradar interesses da bancada ruralista e outros poderosos”, diz a petição, intitulada Impeça que a Amazônia vire um deserto.

Segundo o texto da petição no site Avaaz, uma das maiores organizações de abaixo-assinados online, o Congresso quer aprovar uma lei “que vai abrir um buraco do tamanho de 433 campos de futebol no coração da Amazônia para mineração, madeireiras e pecuária”.

A petição lembra, ainda, o decreto que extingue a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). “Aprovaram o desmate de uma área equivalente ao tamanho da Dinamarca: não podemos deixar mais essa passar.” As mudanças em relação à Renca foram alvo de críticas nas redes sociais, incluindo as de famosos como Gisele Bündchen e Ivete Sangalo.

Diante da repercussão negativa, Temer revogou o decreto nesta segunda-feira, 28, mas editou nova medida para “melhor explicar” o que é a reserva. O novo decreto mantém a extinção, mas entre os poucos pontos alterados prevê um Comitê Interministerial de Acompanhamento das Áreas Ambientais da Extinta Renca.

Procurada para comentar o abaixo-assinado, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República não havia respondido até as 16h45.