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Saúde – USP vai testar efeito do ‘gás do riso’ para tratar a depressão

Saúde – USP vai testar efeito do ‘gás do riso’ para tratar a depressão

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP), estão à procura de voluntários com depressão para um estudo sobre o efeito do óxido nitroso – anestésico conhecido como “gás do riso” – no tratamento da doença. De acordo com assessoria da USP, o teste foi feito com voluntários nos Estados Unidos e apresentou melhora em 85% dos casos.

Saúde - USP vai testar efeito do ‘gás do riso’ para tratar a depressão
Saúde – USP vai testar efeito do ‘gás do riso’ para tratar a depressão

 

Segundo Mara Rocha Crisóstomo Guimarães, aluna de psiquiatria da USP que está à frente do projeto, sob a supervisão de professores, para participar dos testes, os voluntários devem estar usando antidepressivos. Além disso, não podem ter doença pulmonar obstrutiva crônica nem dependência de álcool ou drogas ilícitas.

Ainda segundo Mara, os escolhidos vão passar por entrevista, além de oito sessões experimentais duas vezes por semana, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, com duração de três horas cada, ao longo de quatro semanas.

O psiquiatra Paulo Roberto Repsold defende o estudo de métodos não convencionais de tratamento para qualquer tipo de doença. “Não podemos ficar apegados aos métodos convencionais. Se uma novidade foi estudada e apresenta um resultado satisfatório, que ela seja usada e se torne acessível para toda a população”, afirmou.

Repsold alertou que o uso de óxido nitroso para tratar a depressão ainda está em fase de testes, mas que os pacientes podem ter esperança. “É tudo muito novo ainda, mas os resultados norte-americanos nos deixam otimistas. Vamos aguardar”, disse.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), apesar da existência de tratamentos efetivos para a depressão, menos da metade das pessoas afetadas no mundo – e, em alguns países, menos de 10% dos casos – recebe ajuda médica. As barreiras incluem falta de recursos e de profissionais capacitados e o estigma social associado a transtornos mentais, além de falhas no diagnóstico.

ESTATÍSTICAS

Prevalência. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 300 milhões de pessoas de todas as idades sofrem de depressão em todo o mundo.

Crescimento. Ainda segundo a organização, esse número aumentou 18% entre 2005 e 2015.

No Brasil. São 11 milhões de pessoas lutando contra a doença, cerca de 5,8% da população.

Advogada obteve melhora após iniciar atividade física

A advogada Brenda Almada, 33, tem emprego, duas filhas saudáveis, um casamento estável, casa própria e carro do ano. Nada disso, no entanto, foi capaz de amenizar o sentimento de tristeza profunda. Há um ano ela luta contra a depressão. “Havia dias em que eu não queria ver ninguém. Era uma tristeza sem motivo aparente que me consumia”, diz.

Brenda procurou ajuda de uma psicóloga, foi medicada, mas só percebeu melhora significativa fora do tratamento convencional. “Eu me encontrei fazendo exercícios físicos na academia junto com amigas e meu marido. Recusei o convite várias vezes, até conseguir ir. Foi a melhor decisão. Lá, também converso e me divirto. Com isso, as doses do medicamento até foram reduzidas”, conta.

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