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Auxílio-moradia tem ampla rejeição popular

Auxílio-moradia tem ampla rejeição popular

A maioria do eleitorado de Minas Gerais é contra o uso de dinheiro público para arcar com gastos de moradia para autoridades.

Auxílio-moradia tem ampla rejeição popular
Auxílio-moradia tem ampla rejeição popular

 

Os mineiros não concordam com o pagamento de auxílio-moradia, no valor de até R$ 4.377,73, para políticos, juízes e promotores e ainda discordam da disponibilização de apartamentos funcionais para deputados federais e senadores em Brasília. Isso é o que revela a pesquisa Minas no Brasil de 2018, projeto que é desenvolvido pelo jornal O TEMPO, e que mensalmente aborda temas de interesse público e que vão ajudar a pautar o período eleitoral no Estado.

Os dados coletados pelo Grupo Mercadológica mostram que 96,3% dos participantes não aprovam que o povo brasileiro pague o auxílio-moradia para parlamentares. Somente 2,5% dos entrevistados concordam com esse benefício. Há ainda a parcela que se mostra favorável à benesse, mas desde que o político não tenha residência no local. Desses, 0,8% defendem o depósito da verba até que o parlamentar encontre uma residência, enquanto 0,4% defendem que ele receba durante todo o mandato.

Quando questionados se concordam com a cessão de apartamentos para deputados federais e senadores residirem, 97,2% das pessoas ouvidas pela amostragem se posicionam de forma contrária e outros 0,6% avalizam o uso. Também há aqueles que concordam com a disponibilização do imóvel somente se o político não tiver residência na capital federal. Com isso, 0,9% aprovam que os parlamentares permaneçam no local durante o mandato, e 1,3%, por tempo suficiente para que eles se estabeleçam em Brasília.

Nos últimos dias, o debate sobre pagamento do auxílio-moradia para autoridades ganhou mais força após ser revelado que o juiz federal Sergio Moro, responsável por casos da operação Lava Jato, recebia o benefício, mesmo com casa própria em Curitiba. O índice dos mineiros que aprovam o pagamento dessa vantagem para juízes e membros do Ministério Público foi de 92,8%.

Outros 2,9% dos entrevistados em Minas concordam com a benesse desde que a autoridade não tenha imóvel no local em que trabalha, e uma parcela de 2,3% apoia apenas até a pessoa conseguir encontrar um local para residir. Os que aprovam em todos os casos somam 2,1%.

O eleitorado mineiro também respondeu se acha aceitável que um juiz receba auxílio-moradia mesmo casado com uma juíza que já tenha direito ao benefício. Do total, 81% dizem que nenhum dos dois deveria receber a verba, enquanto que 15,8% acreditam que o pagamento da rubrica deveria ser feito apenas para um deles. Em número menor, 3,2% afirmam que ambos deveriam ganhar a vantagem.

O tema estará em discussão no próximo dia 22, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) vai se debruçar sobre a legalidade do recebimento do benefício por juízes federais.

A maioria dos entrevistados no Estado também avalia que o valor do auxílio-moradia deveria ser de R$ 963,62 e desaprova o pagamento do auxílio-paletó a políticos. Os mineiros ainda são contrários a verbas para transporte de autoridades e se dividem quando indagados se o corte de benefícios pode aumentar o risco de que eles se rendam à corrupção.

Entre os dias 15 e 18 de fevereiro, a pesquisa ouviu 604 pessoas em 45 municípios, de todas as regiões de Minas. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

As informações são do Portal O Tempo.

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