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Ações da Anater beneficiam agricultores de Sergipe

Ações da Anater beneficiam agricultores de Sergipe

O projeto D. Helder está beneficiando 3.000 famílias de agricultores familiares que vivem em situação de pobreza em 21 municípios do sertão sergipano

Ações da Anater beneficiam agricultores de Sergipe
Ações da Anater beneficiam agricultores de Sergipe

 

Uma parceria firmada entre a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e o Governo do Estado de Sergipe, através da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) está beneficiando com serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater) agricultores familiares que vivem em situação de extrema pobreza, residentes em 21 municípios, nos Territórios da Cidadania Alto Sertão e Sertão Ocidental, e no Território de Planejamento Médio Sertão.

No final de 2017, a Anater e a Emdagro iniciaram as ações do projeto D. Helder Câmara, assistindo 3.000 famílias de agricultores, detentoras de declaração de aptidão ao PRONAF (DAP), sendo 1.500 destas famílias identificadas a partir dos critérios do Projeto Brasil Sem Miséria, inscritas no cadastro único para Projetos sociais do MDS.

O projeto é realizado com recursos do governo federal repassados à Anater através da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), com execução das ações até abril de 2020.

Coordenadora do D. Helder Câmara no âmbito da Anater, Keylly Mateus Noronha explica que o projeto tem como objetivo o combate à pobreza e apoio ao desenvolvimento rural sustentável no Semiárido, embasado no conceito de convivência, e articulado às dimensões sócio-políticas, ambientais, culturais, econômicas e tecnológicas, e por processos participativos de planejamento, gestão e controle social.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emdagro, Luiz Carlos Nunes, Sergipe também participou da primeira fase do projeto D. Helder Câmara, embora a área de abrangência fosse somente no Semiárido do estado. “Com a proposta desta segunda fase, através da Anater, houve a possibilidade de ampliação para outros territórios, beneficiado agricultores familiares do Alto Sertão, do Centro-Sul e Sul do estado, que são regiões com índices de desenvolvimento humano muito baixos”, explica.

Luiz Carlos Nunes destaca que Sergipe ainda possui famílias vivendo em pobreza extrema e que as ações do projeto são muito importantes porque trazem, além de conhecimento, a possibilidade de que essas famílias melhorem a qualidade de vida com a potencialização de sua produção. “O território Semiárido tem como ponto forte o arranjo produtivo da cadeia do leite, aliada à produção de mel. Já nos territórios do Centro-Sul e Sul há uma predominância da mandioca e da fruticultura em pequena escala, principalmente a produção de laranja, maracujá e abacaxi. Com a assistência técnica que estão recebendo através do projeto D. Helder Câmara, a expectativa é que essa produção seja potencializada e que os agricultores, inclusive, recebam orientação para atuar nos principais arranjos em suas cadeias produtivas, com elaboração de projetos técnicos, disponibilidade de linhas de crédito e comercialização seus produtos”.

CHAMADAS PÚBLICAS

A partir desta semana, a Anater vai iniciar a publicação dos primeiros editais para chamadas públicas para prestação de serviços de Ater em todo o país, mas apenas as entidades credenciadas no SGA podem concorrer.

No Sistema de Gestão de Ater da Anater estão cadastrados 11 pedidos de credenciamento de empresas prestadoras de Ater de Sergipe, sendo que sete já foram homologados e os demais aguardam parecer do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, responsável pela análise das empresas.

De acordo com dados do último Censo Agropecuário, Sergipe possui 98 mil pequenos agricultores familiares e, segundo Luiz Carlos Nunes, a assistência técnica que eles recebem é realizada basicamente pelo órgão oficial do governo do estado. “Eventualmente, existem algumas ações pontuais de organizações não governamentais, mas o básico mesmo é o governamental. Hoje, atuamos nos 75 municípios do estado e temos 35 escritórios cobrindo esses municípios em quatro macrorregiões. Agora, com as ações do D. Helder Câmara, estão sendo priorizados os quilombolas e pescadores artesanais, nas regiões onde eles já estão regulamentados. Com as chamadas públicas da Anater, acredito que possamos atender também os empreendimentos de abrangência coletiva e inserir os povos e comunidades tradicionais”, conclui o engenheiro.

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