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Coluna do Dr. Marcelo Freitas – “Lavar as Mãos” não traz felicidade

Coluna do Dr. Marcelo Freitas – “Lavar as Mãos” não traz felicidade

A ideia de renascimento e renovação trazida pela Páscoa nos remete aos momentos evidenciados em nossas vidas, com ênfase para as particularidades pelas quais passam a nossa nação. Esse momento de reflexão Cristã, que traz à nossa vida a necessidade de refletirmos sobre nossos pensamentos e ações, especialmente aqueles a que estamos mais apegados, nos leva a indagar, lado outro, sobre a nossa omissão, ou seja, quando deixamos de fazer algo que poderia ter sido feito, principalmente quando se trata de ajudar alguém, de acolher um ser humano, sem olvidar dos animais.

Se formos analisar a história e o sofrimento de Jesus Cristo em seus últimos dias, a figura de Pôncio Pilatos reflete justamente essa omissão que se busca aqui retratar. Aquela pessoa que tinha o poder de mudar, de impedir o mal, mas que por covardia, passividade, desleixo, não o fez.

Muitos vão indagar e afirmar que Jesus passou por isso porque “estava escrito, era assim que tinha que acontecer”. Mas o que pretendo chamar a atenção neste espaço é que, naquele momento da história, o ato de “lavar as mãos” de Pilatos significou bem mais do que um simples desinteresse e indiferença, pois a consequência de sua ação foi cruel e covarde: ele entregou o Messias para a crucificação, para o sofrimento, para a expiação e morte.

Fazendo uma analogia para os dias de hoje, é muito interessante aproveitarmos o momento de reflexão da Semana Santa para indagarmos sobre nossas omissões diante das agruras e sofrimentos das outras pessoas. E essa construção de ideias é fundamental para o engrandecimento e o amadurecimento social. É difícil trabalhar para que a realidade mude! Muito difícil! É mais difícil do que “desintegrar um átomo”! Mas não podemos ficar estáticos diante de um mundo que gira! Maldades que só aumentam!

O ato covarde de “lavar as mãos” em tempos modernos é evidenciado na conduta de muitos que se isolam ou vivem de aparências. Ainda existem pessoas entre nós que só observam a pobreza e a miséria pela televisão. Não raras vezes, simplesmente mudam o canal para ver moda, viagens, festas… É realmente mais fácil “lavar as mãos”! Porém tem sido a pior de todas as escolhas! Funciona como que um bumerangue. Pode até demorar, mas que volta, volta!

Ignorar o momento que estamos vivendo hoje em sociedade é inaceitável! Deixar de enfrentar as nossas mazelas é covardia! Não sem razão, Chico Xavier dizia que “a omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira”. Eu particularmente acredito muito nisso! Não nasci para omissão, porque no meu sangue corre pura indignação!

Quantos policiais precisam morrer? Quantas pessoas nos corredores dos hospitais virão a óbito pela falta de oportunidade de se tratar? Quantas crianças se transformarão em bandidos pela falta de oportunidade de serem educados e incluídos? Quantos vão morrer de fome por conta de nossa inércia?

Enquanto isso, muitos de nós estamos “lavando as mãos”, enxugando-as em toalhas finas e fechando os olhos para o que acontece. A omissão, repito, é a mais insensata forma de covardia! Ver algo ruim e não se irresignar é a pior forma de violência, pois é a conduta que mais perpetua a crueldade e a perversidade. A omissão diante da maldade, em verdade, nos faz piores que o próprio mal! Os homens deveriam ser lembrados mais por suas atitudes do que por suas palavras, mais por seus acertos que pelos seus erros e mais por suas virtudes que pelos seus defeitos.

Não “lave as suas mãos”, seja autor de boas obras! Ajude o próximo e não se omita! “Nossas atitudes escrevem nosso destino. Nós somos responsáveis pela vida que temos. Culpar os outros pelo que nos acontece é cultivar a ilusão. A aprendizagem é nossa e ninguém poderá fazê-la por nós, assim como nós não poderemos fazer pelos outros. Quanto mais depressa aprendermos isso, menos sofreremos”.

Que Jesus renasça no coração de cada um de nós, fazendo-nos transformar, renascer e trabalhar! Que sejamos instrumentos de mudanças! Mais que ORAR, que sejamos AÇÃO! Neste exato momento há um irmão que chora!

* Dedico esse texto a meu amigo Gilson Pinho, um transformador de vidas pela ação caridosa, e que faz aniversário neste dia. Deus o abençoe!

Dr. Marcelo Eduardo Freitas – Delegado de Polícia Federal e Professor da Academia Nacional de Polícia.

 

Dr. Marcelo Eduardo Freitas
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