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Problemas e soluções para o Mercado Central de Montes Claros são discutidos em audiência pública
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Problemas e soluções para o Mercado Central de Montes Claros são discutidos em audiência pública

A Câmara Municipal de Montes Claros realizou, nesta quinta-feira (03/05/2018), audiência pública para discutir sobre a atual situação do Mercado Central Christo Raeff. O Vereador preponente, destacou que as cobranças têm sido constantes por parte dos comerciantes e também frequentadores do espaço. 

Problemas e soluções para o Mercado Central de Montes Claros são discutidos em audiência pública
Problemas e soluções para o Mercado Central de Montes Claros são discutidos em audiência pública

 

“Eles cobram soluções para problemas urgentes, que tem causado grandes prejuízos para quem vive do que é comercializado no Mercado Central. Entre esses problemas, o pior tem sido suportar o calor por causa do telhado”, destacou o Parlamentar.

Em 2015, o Mercado passou por reforma que incluiu a troca do telhado, o que segundo um dos parlamentares, “causou ainda mais dor de cabeça para quem passa o dia todo trabalhando no local. Isso porque parte do telhado colocado é transparente e facilita a entrada de calor, o contribui para que as mercadorias se percam antes do tempo”, destacou.

Durante a audiência, o gerente do Mercado, Paulo Roberto Alkmin, ressaltou sobre o aumento de moradores de rua e flanelinhas no entorno.

“É uma situação que acaba comprometendo a tranquilidade dos frequentadores e causa queda nas vendas. Os flanelinhas, por exemplo, criaram uma espécie de sistema de negócio no estacionamento, onde o cliente se vê obrigado a pagar a mais para usar o espaço”, enfatizou.

Para Gildásio Silva Ramos, representante dos comerciantes, a atuação de mais guardas no ambiente, coibiria a circulação de meliantes no lugar. Ele destacou ainda que outros problemas podem ser resolvidos, de imediato, pela Prefeitura.

“Além da questão da segurança, tem a falta de higiene de onde são comercializados alimentos. A limpeza não tem sido feita de forma regular, a situação dos banheiros é vergonhosa. Esperamos que essa audiência sirva para que soluções sejam tomadas o quanto antes”, falou o comerciante.

Em resposta às cobranças sobre a segurança do mercado e mediações, o presidente da Associação da Guarda Municipal, Eduardo Oliveira, enfatizou que mais do que moradores de rua, o local tem sido ponto de infratores que cometem frequentes furtos e assaltos.

“Apesar dessas dificuldades, a Guarda Municipal tem registrado um número considerável de prisões no local. Estamos trabalhando para implementar ações como o aumento de guardas no trabalho de vigilância e a instalação de alarmes para evitar arrombamentos durante a noite”, afirmou Oliveira, ressaltando que os guardas ainda esbarram na resistência de alguns comerciantes em obedecer ao regimento geral do Mercado.

Dezenas de comerciantes marcaram presença na audiência pública. Aramildes Barbosa trabalha há mais de 15 anos no espaço e disse que a movimentação tem caído muito por causa das más condições do ambiente.

“Eu acredito que estamos perdendo fregueses, porque o Mercado está se tornando uma “favela”. No sentido de que muitos moradores de rua circulam lá dentro livremente incomodando os frequentadores, pedindo dinheiro, muitas vezes até furtando. O piso sempre sujo e os banheiros sem manutenção. Ninguém quer frequentar um local nessas condições”, afirmou.

Já o comerciante João Aparecido, ressaltou que “mais do que a presença da Guarda Municipal, a ação mais ativa da Polícia Militar nos arredores do Mercado, é fundamental para garantir a segurança dos trabalhadores e frequentadores”, destacou e afirma que após o fechamento do posto policial que havia dentro mercado, as ocorrências dispararam.

De acordo com o Capitão Ibernon Rodrigues, do 66ª Companhia da Polícia Militar, a unidade foi fechada exatamente por falta de estrutura adequada e que o retorno do ponto de apoio não pode ser feito no momento, já que o Governo de Minas colocou em prática um projeto que busca diminuir o número de postos policiais para aumentar o número de militares nas ruas.

O que diz a Prefeitura

O secretário de Infraestrutura e Planejamento Urbano, Guilherme Guimarães, afirmou que já houve o levantamento dos gastos para as obras mais urgentes no Mercado e que a demora estava relacionada a falta de recursos necessários.

“Não adianta começar uma obra e os recursos não serão suficientes para concluí-la. Então a gestão tomou o cuidado de avaliar a situação mais urgentes e solicitar recursos junto ao Estado. Ficou estabelecida a reforma no telhado e das lanterninhas de circulação de ar, a remoção das telhas transparentes por opacas, para solucionar o problema do calor, a troca das calhas, reforma de toda a instalação elétrica, instalação de climatizadores e reforma dos banheiros”, afirmou Guilherme.

Ainda de acordo com o secretário, a reforma está avaliada em mais R$ 1,9 milhão, mais de R$ 1 milhão acima da verba disponível na Prefeitura. Com isso, o Estado entraria com cerca de 800 mil para a execução das obras, que devem começar em até quatro meses, a partir da contrapartida da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

O Secretário Municipal de Agropecuária, Osmani Barbosa Neto, defendeu que mais do que a reforma do espaço, o Mercado Central precisa de uma reforma administrativa.

“Sabemos que, apesar de todos esses problemas, o comércio do Mercado continua muito ativo. Mesmo assim, há anos a administração esbarra no grande índice de inadimplência. Onde a receita que é gerada pelo pagamento da taxa para utilizar o espaço está na casa dos R$ 9,4 mil mensais, enquanto as despesas de folha, água e energia superam os R$ 56 mil. Então é preciso mais comprometimento por parte de todos para o Mercado funcione de forma satisfatória”, afirmou.

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