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Coluna do Adilson Cardoso – Aos Cuidados de Márcia

Coluna do Adilson Cardoso – Aos Cuidados de Márcia

Nem sempre saímos de casa com o humor que a luz do dia merece, também não é sempre  que um envelope endereçado a Márcia cai em nossas mãos. Num  desses dias  passei na loja de piratarias do shopping popular, estava em busca de “A pele que habito” do Pedro Almodovar. No interior  sentei-me confortável para fazer a leitura das capas.  Ao lado do meu banco uma revista Placar, numero antigo que trazia a foto do Telê Santana com a camisa do São Paulo. A  temperatura estava baixa e  a  vendedora com os cabelos tingidos   deixou-me a vontade, indo  se abrigar  em uma tira  de sol   que vinha da  abertura no teto. Deixei os filmes por um tempo e passei a folhear a revista, quando  caiu de dentro um envelope com letras em caixa alta escritas a caneta preta, “aos cuidados de Márcia”. Estava lacrado e havia um  volume no seu interior. Tive um surto de curiosidade, uma série de fantasias passaram a confabular em mim. Olhei disfarçando para a vendedora que bocejava displicente, pensando  em  retirar o envelope e mocá-lo na bolsa que carregava, mas temia um flagrante, muitas pessoas transitavam naquele horário. Um cliente entrou procurando “Tropa de Elite”  mas  foi direto a sessão pornô, a  vendedora  parecia conhecer  o código. Voltei  a busca pelo meu filme, mesmo com  o sentido  no envelope, deixei a revista onde estava, paguei o filme e sai. Quando passava pela  porta  a moça chamou-me para entregar  a revista como se  eu a estivesse esquecido,  olhei com a consciência de alguém que esta prestes a cometer um crime, mas  sente algo compensador pedindo que faça. O cliente de  “Tropa de Elite” voltou perguntando se tinha “Homem-Aranha”. Sorri por dentro e fui embora a passadas largas, precisava  de um lugar tranqüilo para abrir o envelope.Enquanto procurava  minha cabeça  criava insólitas  situações para Márcia, podia ser  um caso extraconjugal e aquela  seria  uma carta anônima chantageando. Ou será que Márcia estava metida em alguma ação criminosa? Trafico de drogas? Tráfico de crianças? Tráfico de órgãos? E estaria recebendo algum tipo de pagamento.   Entrei no  banheiro público,  o cartaz sujo dizia  que para usar  era  50 centavos. “Filhos da puta!” disse baixinho olhando o homem gordo que cutucava o ouvido com um palito de fósforo, a curiosidade me sufocava.  Agachei e Joguei a revista no cesto, ainda olhei  Telê Santana  misturar-se aos papéis sujos, “coitado” pensei sem remorso. Rasguei febrilmente o envelope  e soltei grito colérico, o gordo reprimiu de imediato, “O quê que ta pegando ai?”   “Comi arame com farinha!” Disse em tom de briga. Dentro do envelope  vários  santinhos  de um candidato, com um bilhete informal pedindo votos a Márcia.

 

Adilson Cardoso
Adilson Cardoso

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