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Conheça os títulos de renda privada e saiba como investir

É bastante comum sentir-se um pouco confuso ou assustado quando se tem o primeiro contato com o mundo dos investimentos. São tantos detalhes que podem deixar investidores de primeira viagem com o pé atrás! Mas, no mercado financeiro, cada tipo de aplicação é destinada para um momento em específico e para determinados perfis.

Conheça os títulos de renda privada e saiba como investir

 

Na prática, investir em títulos mais simples facilita o processo de identificação com o setor e com o investimento em si. Os ativos de renda fixa, por exemplo, são menos complexos que os de renda variável, além de serem mais fáceis de acompanhar e possuírem rentabilidade calculável; por isso, são a porta de entrada para o mercado e podem, depois, equilibrar uma carteira diversificada.

Mas, antes de tudo, é importante ressaltar que se deve ter definidos alguns pontos fundamentais para escolher qual investimento, dentro da renda fixa, é o mais indicado para cada investidor. Quão conservador eu sou? Consigo trabalhar bem com a volatilidade? Estou disposto a aplicar quanto por mês? Para quando eu preciso desse dinheiro? Essas são as perguntas que devem ser respondidas.

Isso porque cada aplicação tem um tempo de investimento específico, riscos e retornos diferentes e outros vários detalhes que as fazem ser ideais para determinados objetivos. Afinal, não há uma aplicação perfeita, mas sim vários ativos que são melhores em alguns momentos para algumas pessoas.

Mas, primeiro, quais são as características da renda fixa?

Existem alguns pontos que as pessoas costumam associar à renda fixa, mas que precisam ser esclarecidos antes de qualquer coisa. O primeiro deles é pensar que, pelo cálculo da rentabilidade ser fixo, não existe risco — o que ocorre, na verdade, é o baixo risco quando comparado à volatilidade da renda variável —, e o segundo é associar a retornos ruins — nesse ponto, o que ocorre são rendimentos consideráveis, mas menores do que na variável.

O que, na realidade, caracteriza a renda fixa é a emissão de títulos de dívida, que nada mais é do que o investidor conceder crédito a determinada instituição financeira para que ela financie seus projetos — é como um empréstimo. Ao fim do resgate, no vencimento ou antes dele, esse valor é devolvido com juros, o que determina a rentabilidade da aplicação.

De maneira geral, quanto maior for o valor investido, incluindo os aportes mensais durante o tempo da aplicação, melhor é o valor retornado. Ainda assim, é possível ter bons rendimentos mesmo com investimentos menores, porque existem títulos destinados para investidores menos experientes e com menos recursos.

A rentabilidade de cada ativo é calculada diariamente, ou seja, diferente da poupança que o valor é corrigido no fim de todo mês, na renda fixa, esse valor é ajustado todo dia, com base em porcentagens ou em índices, dependendo do tipo de aplicação escolhida. Os títulos prefixados são calculados por meio de uma porcentagem fixada no momento da compra e os pós-fixados são atrelados a algum indicador, como CDI, que determinada o rendimento.

Quais são os títulos de renda fixa privada?

Dentro da renda fixa, existe ainda uma divisão sobre quais instituições pertencem os títulos. O Tesouro Direto, por exemplo, caracteriza a concessão de crédito para o governo — o Tesouro Nacional mais especificamente —, então são títulos públicos, com particularidades e outros fatores que os tornam ideais em certos momentos, apenas.

Além dos títulos públicos, existem os títulos privados, ou seja, quando o investidor concede crédito para instituições particulares, normalmente bancos, para financiar projetos, como empréstimos para terceiros, investimentos no setor imobiliário ou do agronegócio. São diversas aplicações e, para escolher em qual delas investir, é preciso comparar seus riscos, rentabilidade, prazos e custos.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Um dos mais queridinhos entre os títulos privados, os CDBs são ativos relacionados aos bancos, que não possuem cobrança de taxa de administração — cobrado pelas corretoras de investimento — e ainda podem ser pré ou pós-fixados.

A rentabilidade desse tipo de aplicação pode ou não ser diária, mas varia bastante pelo tamanho da instituição: bancos menores oferecem maior retorno, pelo risco de crédito (calote) ser maior, e bancos maiores normalmente oferecem condições não tão vantajosas, pois não necessitam tanto de crédito.

O mais importante é que todos os CDBs são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito, FGC, que faz o ressarcimento em até 250 mil reais por CPF para os investidores cujos bancos não cumpriram com seus deveres financeiros. Mas é importante ressaltar que, apesar dessas vantagens, os certificados sofrem a cobrança do Imposto de Renda e do IOF, este último para resgate em até 30 dias.

Letras de crédito (LCI e LCA)

A letras de crédito estão conquistando as carteiras de ativos dos brasileiros cada vez mais, pois são isentas do Imposto de Renda e de IOF. São parecidas com os CDBs, mas são emitidas para fins específicos, a LCI é indicada para crédito imobiliário, e a LCA para financiamentos do setor do agronegócio.

Também possuem a cobertura do FGC, mas menor liquidez se comparadas aos certificados; afinal, não é possível resgatá-las antes do vencimento, sendo negociadas apenas no mercado secundário. Sendo assim, é ideal para objetivos de longo prazo, mas é indicada para qualquer investidor.

Letras de Câmbio (LC)

São títulos bastante semelhantes aos CDBs, mas são emitidos por sociedades de crédito e investimentos, não por bancos, também conhecidas por financeiras. Apesar de incidirem IR e IOF, são cobertas pelo FGC, assim como os outros ativos, e não possuem liquidez diária, sendo necessário vender no mercado secundário para resgatar o dinheiro.

O mais indicado, então, é combinar o prazo das LCs com os objetivos: existem diversas LCs com tempos de duração distintos, pré ou pós-fixadas e até com aplicações mínimas variáveis.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida semelhantes aos outros investimentos de renda fixa privada, mas emitidos por instituições não financeiras. Apesar de não incidirem o IOF e as taxas de administração, o Imposto de Renda ainda é cobrado — a taxa diminui conforme o tempo.

Um ponto importante que deve ser considerado no momento de investir é que as debêntures podem exigir aportes iniciais altos, muito embora alguns sejam acessíveis; as debêntures incentivadas, por outro lado, possuem vantagens aos pequenos investidores e isenção de impostos. Outro fator a ser analisado é a falta de cobertura pelo FGC.

Independentemente da aplicação de renda fixa, o mais importante é avaliar os objetivos, os perfis e a disponibilidade de patrimônio para encontrar o título correto. Embora sejam mais indicados para conservadores e investidores com menos experiência, uma boa estratégia de segurança é utilizar esses ativos para balancear a carteira e evitar prejuízos.

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