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ONU alerta que Iêmen pode viver maior crise de fome em décadas

ONU alerta que Iêmen pode viver maior crise de fome em décadas

A ONU e mais de 20 grupos de ajuda humanitária afirmaram nesta quinta-feira que a decisão da coalizão liderada pela Arábia Saudita de bloquear o acesso a aeroportos, portos e estradas ao Iêmen poderia deixar milhões de pessoas próximas à fome e a morte. Mark Lowcock, subsecretário geral de assuntos humanitários da ONU, alertou que a menos que voltem a abrir as fronteiras para os envios de ajuda, o Iêmen viverá a maior fome que o mundo já viu em muitas décadas, com milhões de vítimas. A coalizão liderada por Riad realiza uma campanha militar contra rebeldes huthis desde março de 2015.

ONU alerta que Iêmen pode viver maior crise de fome em décadas
ONU alerta que Iêmen pode viver maior crise de fome em décadas

 

Segundo dados das organizações humanitárias, cerca de 17 milhões de iemenitas têm uma necessidade desesperada de alimentos e sete milhões correm o risco de passar fome e contrair cólera. Quase 70% da população do país depende de alimentos importados, e espera-se que os suprimentos de comida acabem em um mês e meio, enquanto as vacinas durarão apenas mais um mês. Na terça-feira, um carregamento de pastilhas de cloro da Cruz Vermelha, que são usadas para a prevenção do cólera, foi bloqueado na fronteira Norte do Iêmen, informou o organismo.

Numa reunião sobre a crise no Iêmen, Lowcock disse ao Conselho de Segurança da ONU que os voos humanitários devem ser retomados em Sana, capital tomada pelos rebeldes, e na cidade de Aden, controlada pelo governo. O subsecretário ainda afirmou as Nações Unidas devem ter acesso imediato a todos os portos marítimos para as entregas de combustível, alimentos e outros mantimentos vitais, assim como garantias de parte da coalizão de que não haverá mais alterações. A ONU, que já havia alertado que o Iêmen vive a maior crise humanitária do mundo, lembrou que a situação já era catastrófica no país. Pouco depois da advertência de Lowcock, o Conselho de Segurança solicitou à coalizão que abrisse todos os portos e aeroportos do país para a entrega de ajuda humanitária, segundo o embaixador italiano Sebastiano Cardi, encarregado da presidência do organismo.

A coalizão militar árabe liderada pela Arábia Saudita interveio no Iêmen em março de 2015 para apoiar o presidente Abedrabbo Mansour Hadi depois que os huthis o obrigaram a se exilar. O grupo fechou as fronteiras do país e suspendeu as entregas de ajuda na segunda-feira em resposta a um ataque com mísseis dos rebeldes huthis que foi interceptado perto do aeroporto de Riad.

Os rebeldes iemenitas lançaram um míssil balístico que foi interceptado próximo ao aeroporto da capital da Arábia Saudita no final de semana . O país culpou Irã pelo ataque, que apoia os huthis, mas Teerã negou ter fornecido armas. Os Estados Unidos também acusou o Irã de dar aos huthis armamento avançado, incluindo mísseis. Os rebeldes rejeitaram as acusações, afirmando que o projétil foi construído por eles mesmos e que o lançamento foi em resposta às bombas da coalizão, que matou civis.

 

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