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Queda de 40% no estoque da Hemominas é o pior índice dos últimos dois anos

Queda de 40% no estoque da Hemominas é o pior índice dos últimos dois anos

O estoque de sangue da Fundação Hemominas, em Belo Horizonte, apresenta o pior índice dos últimos dois anos. Nesse mês, a queda do tipo O negativo, mais procurado por atender a todos os pacientes, chegou a 40%. Em 2017 e 2018, estava em 30%. A escassez pode afetar a realização de cirurgias de emergência e procedimentos eletivos.

Queda de 40% no estoque da Hemominas é o pior índice dos últimos dois anos
Queda de 40% no estoque da Hemominas é o pior índice dos últimos dois anos

 

Responsável pelo setor de Captação de Doadores do hemocentro, Hellen Dupim ressalta que a temporada de férias sempre preocupa. Nessa época, muitas pessoas viajam e deixam para doar quando voltam do descanso.

No entanto, ela alerta que a “demanda não tira férias”, principalmente por conta dos acidentes em rodovias, comuns nesse período de recesso. A fundação é responsável por 96% das transfusões no Estado. “A procura continua existindo e não é possível ‘guardar’ o sangue, pois ele tem validade de 35 dias”, frisa.

Em dias normais, a Hemominas recebe cerca de 300 voluntários por dia. Desde dezembro, porém, a média tem sido de 180. Das 17 cadeiras existentes, a Reportagem contabilizou dez vazias na tarde de ontem.

Amparo

Sabendo da falta de sangue, a estudante de medicina Luísa Pereira, de 21 anos, aproveitou as férias na cidade para doar pela primeira vez. “Vim sem ter alguém específico para ajudar. Mas, na porta, uma pessoa me pediu que fizesse para um parente”, explicou a jovem, que estuda em Alfenas, no Sul de Minas.

A prática já é comum para o carteiro Raimundo Nonato, de 56 anos. Há mais de três décadas, ele vai ao hemocentro pelo menos uma vez a cada 365 dias. “Doo sempre, e alguns membros da minha família já precisaram de transfusão. É um gesto nobre”.

Em períodos como esse, a fundação pede que os voluntários procurem as unidades mais próximas. A convocação também é feita por meio de cartas, ligações e ações com instituições parceiras, como igrejas. “Precisamos ter essa cultura de doação. Não existe medicamento que substitua o sangue”, observa Hellen Dupim.

Interessados em doar devem ter de 16 a 69 anos e pesar no mínimo 50 quilos. Quem apresentar febre, diarreia, gripe ou resfriado deve ficar atento às restrições. Para saber os locais e obter mais informações, basta ligar gratuitamente para o número 155

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