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Projeto da Anater beneficia indígenas e quilombolas do Rio Grande do Sul

Projeto da Anater beneficia indígenas e quilombolas do Rio Grande do Sul

Indígenas e quilombolas da região do Alto Uruguai, no Rio Grande do Sul, estão recebendo apoio técnico através do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, realizado pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) em parceria com a Emater/RS-Ascar. O projeto envolve 184 famílias de indígenas guaranis e caingangues, e quilombolas dos municípios de Erebango, Benjamin Constant do Sul e Sertão.

Projeto da Anater beneficia indígenas e quilombolas do Rio Grande do Sul
Projeto da Anater beneficia indígenas e quilombolas do Rio Grande do Sul

 

Em Erebango, por exemplo, 20 famílias indígenas guaranis estão sendo beneficiadas e recebem orientação da equipe do Escritório Municipal de Erebango. Uma delas, é a família de Natalino Lopes e Adriana Antunes de Oliveira, do acampamento Mato Preto, que está aplicando os recursos na ampliação da horta coberta com sombrite, e no galinheiro para criação de frangos. “Os recursos ajudam bastante. O espaço é pequeno, por isso, temos que aproveitar bem”, conta Adriana.

Na horta são cultivas batata doce, morango, temperos, tomate, chuche, entre outras hortaliças. Em outra área, também pequena, a família cultiva milho para consumo próprio. Para ajudar na renda, neste período do ano, Natalino trabalha na colheita de frutas, em Nova Pádua, na serra gaúcha. Natan, filho de quatro anos do casal, brinca enquanto Adriana conta sobre os trabalhos na horta e na criação dos frangos.

Na casa ao lado, mora a filha Vanessa que tem uma menina recém-nascida. Adriana observa que a filha tem vontade de voltar a cursar Pedagogia, onde estudava na Universidade Federal Fronteira Sul, em Erechim.

Outro exemplo vem da propriedade de João Antunes de Oliveira, de 55 anos, e de Sebastiana de Souza, 56 anos, que também moram no acampamento Mato Preto. A família ainda se recupera dos prejuízos que teve com o tornado que ocorreu em Erebango no ano passado que destruiu a casa onde moravam.

Com os recursos do projeto, a família adquiriu 15 pintos e cinco galinhas poedeiras. Tudo é para autoconsumo. “Não podemos depender de comprar tudo”, disse Sebastiana. O casal também aproveita uma área pequena próxima a casa para cultivar o milho utilizado na alimentação dos frangos. “Os recursos são pouco, mas ajuda bastante”, avaliou. A família tem quatro filhos, que são casados e não moram mais no acampamento.

A assistente técnica regional social da Emater/RS-Ascar, Nádia Farina da Rosa, lembra que o projeto iniciou em 2017 e se estende até 2020 com assistência técnica envolvendo várias ações, entre elas, capacitações, reuniões, diagnóstico da unidade familiar, elaboração do projeto de estruturação produtiva familiar, visitas, dias de campo e reunião de avaliação com parceiros.

Os projetos de Estruturação Produtiva Familiar realizados nos três municípios foram elaborados conforme o diagnóstico e necessidade que apontaram para elaboração de projetos de Segurança e Soberania Alimentar (SAN), com o intuito de qualificar a produção para o autoconsumo dessas famílias. A elaboração de pelo menos um projeto por unidade familiar deve respeitar os aspectos culturais e econômicos envolvidos, que contemplem a organização do trabalho familiar e a suas organizações, bem com as demandas dos membros da unidade produtiva, incluindo mulheres, jovens e idosos.

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