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MG – Casos de dengue em dois meses superam os de 2018

MG – Casos de dengue em dois meses superam os de 2018

MG – O número de casos prováveis de dengue registrados em Minas nos últimos meses de janeiro e fevereiro ultrapassa em 42% o total de ocorrências no ano passado. São 42.696 notificações contra 30.022 nos 12 meses de 2018. Quadro caracteriza 2019 como um ano epidêmico e deixa o Estado em situação de alerta.

MG - Casos de dengue em dois meses superam os de 2018
MG – Casos de dengue em dois meses superam os de 2018

 

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle das Doenças Transmitidas pelo Aedes, Márcia Ooteman, além das temperaturas elevadas e das chuvas, que criam um cenário favorável à proliferação do mosquito, neste ano há ainda um fator que colabora para o aumento dos casos – a circulação predominante do sorotipo 2 do vírus, para o qual a população ainda não está imunizada.

Os números revelam que o comportamento da doença em 2019 é semelhante ao de 2010, também ano epidêmico, o primeiro mais crítico que Minas enfrentou, segundo Márcia. Depois vieram 2013 e 2016, ainda mais fortes.

A gravidade da situação pode ser atestada ainda pelo fato de que as notificações até 11 de março, conforme último balanço da Secretaria de Estado da Saúde (SES), somam 44.230 casos – maior do que o total em anos não epidêmicos, como 2017 (25.933) e 2012 (30.528).

Minas também já contabiliza duas mortes pela doença neste ano – em Betim e em Uberlândia. Outras 18 estão sendo investigadas.

“Precisamos que a população esteja muito consciente no papel delas nessa situação. Dez minutos por semana de vistoria nas casas, quintais e lotes é tão simples e suficiente para evitar o problema”, alerta Márcia Ootman.

Segundo a especialista, o Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LirAa) deste ano mostrou que os depósitos de água – muito comuns com o armazenamento no Norte de Minas, por exemplo – continuam sendo um importante fator de risco, mas que o lixo e os depósitos domiciliares também estão aparecendo nas vistorias. Ou seja, moradores não estão cumprindo o papel de manterem quintais limpos, sem garrafas ou vasilhames, pneus e lixos que possam servir de criadouro para o mosquito, além de não vigiarem ralos, calhas e gavetas de geladeira.

Dos 39 municípios com incidência muito alta de casos prováveis de dengue, segundo balanço feito entre 3 de fevereiro e 2 de março, oito são do Norte. Ranking é liderado por Santa Fé de Minas, seguido por Campo Azul, Miravânia, Patis, Catuti, Gameleiras, Várzea da Palma e Lontra.

AGENTES

Já em Montes Claros, a situação não é de tranquilidade. Com o LirAa muito acima do recomendado, a atuação dos agentes de controle de endemias está ameaçado.

Com várias demandas apresentadas à prefeitura e não atendidas, eles não descartam uma paralisação ou uma redução do ritmo do trabalho.

Na última quarta-feira, a categoria se reuniu e decidiu levar as reivindicações até a Promotoria de Saúde do Ministério Público. “Uma reunião já foi agendada para o próximo dia 20”, afirma o diretor Estadual do Sind-Saúde, Valdeci Alves.

A secretária municipal de Saúde, Dulce Pimenta, mais uma vez não atendeu as nossas ligações para falar sobre o assunto.

A notificação de casos da dengue é obrigatória e a de morte deve ser imediata, segundo a SES

Brasilândia de Minas teme maquiagem de dados

A população de Brasilândia de Minas está em estado de alerta para a dengue. Relatos dos moradores apontam para um grande números de casos e até óbitos no município em decorrência da doença.

No entanto, o último boletim epide-miológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES) não traz registro de óbito.

Em 18 de fevereiro, o autônomo Geraldo Barbosa perdeu a irmã, de 37 anos, com suspeita da doença. A paciente foi atendida em Brasilândia no dia 14 de fevereiro e recebeu vários diagnósticos, de acordo com o irmão, mas nenhum deles falava em dengue. No dia 17, depois de fazer novos exames no Hospital de João Pinheiro, a paciente faleceu.

“Falaram que era úlcera, depois problema de vesícula, mas no prontuário médico estava escrito que havia suspeita de dengue. Só que eles não encaminharam a minha irmã de imediato para o hospital. Só fizeram isso depois que implorei e disse que havia alguma coisa errada. Ela poderia ter se salvado, mas morreu por negligência”, acusa Geraldo, que declara que no hospital foi constatada a “suspeita de dengue hemorrágica”, embora o óbito não registre essa a causa da morte.

Um morador da cidade, que pediu para não ser identificado, disse que são vários os casos e que a Secretaria Municipal de Saúde estaria maquiando os dados.

Ele atribui a situação à ausência de limpeza pública. Para o morador, a população é corresponsável, ao fazer o descarte de lixo em locais inadequados. Mas alega que o poder público tem que fazer o que lhe compete, que é a notificação e multa dos proprietários de terrenos que não fazem a limpeza dos espaços.

“Existe uma lei municipal que determina a notificação ao proprietário do imóvel para em um prazo de dez dias ele fazer a limpeza. Caso ele não cumpra, deverá ser multado por isso. Mas aqui na cidade nada acontece e o que temos é uma cidade suja, com infestação de mosquito da dengue e muitas pessoas com suspeita da doença”, desabafa.

O prefeito da cidade, Marden Junior, e a Secretaria de Saúde foram procurados pela reportagem, mas até o fechamento da edição não houve retorno. O vice-prefeito, Tom, atendeu a ligação, mas disse que não tinha autorização para falar sobre o assunto.

As informações são do Portal Hoje em Dia

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