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Montes Claros – Desafios da agricultura em Montes Claros são apresentados em audiência pública

Montes Claros – Desafios da agricultura em Montes Claros são apresentados em audiência pública

Montes Claros – Audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Montes Claros, nesta quinta-feira (20), discutiu os desafios, soluções e ausências de políticas públicas acerca da agricultura no município. Montes Claros tem 180 comunidades rurais, incluindo os dez distritos. Os problemas, como excesso de burocracia para abertura de poços artesianos, licenciamento ambiental, acesso à energia, falta de recursos financeiros, falta de água para consumo humano e para a atividade produtora, pouca chuva, reforma da previdência, educação, pontes, estradas, emprego, falta de segurança foram assuntos abordados nas discussões. 

Montes Claros - Desafios da agricultura em Montes Claros são apresentados em audiência pública
Montes Claros – Desafios da agricultura em Montes Claros são apresentados em audiência pública

 

Proposta por Maria Helena Lopes (PPL), presidente da Comissão de Agricultura da Casa Legislativa, a audiência teve uma intensa participação de instituições ligadas ao setor. Ela ponderou sobre a importância de debate e da participação total da Comissão de Agricultura.

“O município não tem condições de fazer sozinho tudo o que Montes Claros precisa. Então devemos unir as nossas forças, criar um documento unificado para buscarmos parcerias do Estado, União, Senado e empresários. Vamos fazer um plano macro de enfrentamento de dificuldades e trazer melhorias para todos nós”, descreva a parlamentar.

Outras cobranças

A vereadora Graça da Casa do Motor (PHS) cobrou da Emater a finalização do relatório técnico para que o município possa decretar ou não a situação de emergência. “Isso porque a escassez de água, mesmo hoje esteja chovendo, ainda é grande na cidade”.

Soter Magno (PP) disse que os governantes precisam ‘desatolar’ os projetos e programas de captação de água de chuva para a permanência do homem no campo. Para ele, as ações têm sido ineficientes e as políticas públicas não atendem a quem mais precisa.

Aldair Fagundes (PT) sugeriu a criação de estradas ecológicas. Ele disse que já indicou ao Prefeito Humberto Souto que seja feito um estudo nas estradas para apontar as melhorias. Ao mesmo tempo, incluir no Pró-Água a gestão das reformas das estradas. Outro consideração importante foi a implantação na zona rural de um parque de energia fotovoltaica.

Para o morador de Miralta, Júnior Silva, a ‘desculpa’ de licenciamento para o cascalhamento das estradas não convence. “Toda vez que fala que tem que reformar, vem a história de quem é por cascalhamento, então isso tem que mudar”, afirma Júnior, que também ponderou sobre a falta de assistência técnica para os produtores.

O que diz a Emater-MG

Dois profissionais representaram a Emater-MG. José Arcanjo Marques e Maria de Lourdes Leopoldo apresentam as ações e projetos constantes da Empresa Técnica. Sobre a cobrança de Graça da Casa do motor quanto ao relatório sobre a seca, Arcanjo informou que está em fase de finalização, pois há algumas propriedades indicadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para terem os dados apurados. No começo de abril, os dados são tabulados o documento final será divulgado.

Dificuldades da classe produtora

Robson Damião Araújo, Sindicato dos Trabalhadores Rurais criticou a falta de um selo sanitário para os produtos da agricultura familiar, o que impede a comercialização dos produtos de maneira mais profissional.

José Luiz Veloso Maia, presidente da Sociedade Rural, explanou que um dos graves problemas da atualidade para o homem do campo é o licenciamento ambiental.
“Uma equipe técnica multiprofissional com base nas demandas da classe rural, criou uma alternativa que será encaminhada as autoridades. Nele, há uma proposta inovadora capaz de desburocratizar o serviço no Estado. É o autolicenciamento, no qual através de sistema de informação engenheiros são capazes de emitir a licença para o cliente sob a pena de corresponsabilidade. Sendo assim, o maior fiscal do Estado será o profissional da engenharia. Um novo modelo de trabalho não vai gerar custos para o Estado”, afirma o ruralista.

O que diz a Prefeitura

Osmani Barbosa Neto, secretário de agricultura divulgou que dos cinco mil quilômetros de estadas vicinais montes-clarenses, dois mil já foram recuperados. “Para dar mais agilidade ao trabalho da secretaria foram adquiridos por meio de emenda parlamentar dois novos veículos [uma pá carregadeira e uma patrol], que devem chegar a cidade na próxima semana, potencializando assim a nossa patrulha mecanizada e ajudando nas frentes de trabalho já existentes”, descreve o secretário, que também falou da dívida do Estado para com o município: “são cerca de R$ 160 milhões. A falta do repasse tem inviabilizado diversas medidas”.

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