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Minas Gerais ganhou 4.088 novas empresas entre janeiro e abril

Minas Gerais ganhou 4.088 novas empresas entre janeiro e abril

MG -Cresce o número de empresas no Estado. Nos quatro primeiros meses de 2019, a Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg) contabilizou um saldo de 4.088 novos CNPJs. Se 11,9 mil foram fechados, mais de 16 mil surgiram até abril. Os números são parecidos com os de 2018, que teve um saldo de 4.532 no mesmo período e representam um aumento de 18,5% ante o primeiro quadrimestre de 2017, quando o saldo foi de 3.449 empresas.

Expansão. A ICTS Protiviti, dirigida por Raul Silva, abriu uma unidade em Belo Horizonte que presta consultoria em gestão de riscos
Expansão. A ICTS Protiviti, dirigida por Raul Silva, abriu uma unidade em Belo Horizonte que presta consultoria em gestão de riscos

 

Com a estagnação de setores tradicionais como a siderurgia e a mineração, o Estado está atraindo, agora, empresas nas áreas de inovação e tecnologia. No mês passado, a ICTS Protiviti consultoria global de governança e gestão de riscos, abriu uma unidade em Belo Horizonte. “Temos grandes clientes no Estado, com relevância nacional e internacional, e identificamos um mercado em crescimento já que o compliance e a gestão de risco são cada vez mais necessários em setores como o da mineração”, afirma o diretor executivo da ICTS Protiviti, Raul Silva. Ele admite que o interesse por gestão de riscos cresceu após os rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho. “A gestão de risco está na mesa dos executivos. Saiu do nível técnico”, avalia Silva. A ICTS Protiviti contratou 16 funcionários para atuar na nova unidade, a terceira no Brasil, e pretende chegar a 30 empregados até o fim de 2019.

Já a Engineering, empresa de TI especializada em transformação digital, já atua em Belo Horizonte, mas pretende aumentar em 100% sua operação no Estado em 2019. “Nosso foco são empresas dos setores de mineração, siderurgia, automotivo e agronegócio que estão se modernizando”, explica o diretor de estratégia da empresa, Alessandro Tornago. Ele não informa o número, mas diz que contratações serão feitas em 2019. Na capital, a Engineering conta com 350 empregados.

Incentivos

Para atrair empresas de tecnologia e inovação, a Prefeitura de Belo Horizonte desenvolveu o Programa de Incentivo à Instalação e Ampliação de Empresa (Proemp), que ganhou novos benefícios e foi regulamentado no último dia 6. O programa reduz o imposto sobre serviços (ISSQN) em até 60%, adia o pagamento do tributo por 36 meses durante cinco anos e oferece desconto de 10% no IPTU. Para participar, a empresa precisa abrir uma unidade ou ampliar o negócio na capital mineira e atuar na áreas de TI, games, desenho industrial, moda, biotecnologia, química ou pesquisa e desenvolvimento. “É um movimento que está acontecendo em outras cidades, e Belo Horizonte tem que ser mostrar competitiva”, diz o analista de políticas públicas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, José Bonifácio Andrada.

A startup Wetlands, que atua na área de saneamento ambiental, já se beneficiou com o Proemp e saiu da incubadora da UFMG. Ela abriu sua sede própria no Centro Tecnológico BHTec. “Incentivos para pequenas startups, como a nossa, são fundamentais para a consolidação dos negócios”, afirma o sócio-fundador da Wetlands, André Barreto.

MEI cresceu como opção a desemprego

O registro de Microempreendedores Individuais (MEIs) mais que dobrou, 103%, em Minas Gerais, no ano passado, ante 2017, segundo um levantamento feito pela fintech MEI Fácil.

“É um crescimento relacionado ao desemprego e à migração de profissionais para opções como motorista e motoqueiro de aplicativos”, diz o CEO da MEI Fácil, Marcelo Moraes. Ele explica que empresas como Rappi, Loggi e outros marketplaces exigem que os profissionais sejam formalizados como MEI, o que explica o crescimento. No Brasil, o setor de entrega rápida (motoboys) ganhou 44 mil novas criações de CNPJ MEI, um crescimento de 148% na comparação com 2017, segundo Moraes.

Nova fábrica de cápsulas abre 500 vagas em Pouso Alegre

O interior do Estado também está recebendo novas empresas. O grupo farmacêutico ACG inaugurou, neste mês, uma fábrica de cápsulas gelatinosas em Pouso Alegre, Sul de Minas. O investimento foi de R$ 350 milhões, e 500 empregos diretos e indiretos serão gerados na região. “Já foram contratados 250 funcionários, e pretendemos dobrar esse número em cinco anos”, conta o diretor de operações da ACG, Fernando Teixeira.

A empresa recebeu um incentivo fiscal do Estado no ICMS para abrir a fábrica, mas a negociação é sigilosa. A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) informou por nota que há “sigilo fiscal previsto no art. 198 do Código Tributário Nacional (CTN)”.

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