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Coluna do Edson Andrade – Estão queimando o Brasil

Coluna do Edson Andrade – Estão queimando o Brasil

Estão queimando o Brasil! Literal e politicamente esta assertiva ecoa  rumores e manchetes no mundo dito civilizado e nos melhores rincões deste país.

Literalmente, porque as chamas não se apagam e se apegam, dramaticamente, à seiva verde da vida em natureza para assassinar fauna e flora. Não são exceções as imagens que nos chegam e afligem, diariamente, de animais mortos ou mortalmente feridos pelo calor assassino do fogo.

Politicamente, porque as ações governamentais do mandatário de plantão – longe de estabelecer vínculos e pontes com o mundo civilizado que financia a proteção de nossa floresta amazônica – abre sua verborragia prepotente e imbecilizada para, na melhor das hipóteses, reduzir o Brasil ao terceiro mundismo, à desimportância e à estupefação dos melhores exemplos de administração voltada para os interesses de seus nacionais.

Não se trata de privilégio de cores e convicções partidárias. Não se trata de traçarmos linhas limítrofes entre a inteligência, a boa gestão da res publica com atos de absoluta mediocridade. Trata-se da proteção de nossa soberana independência. Sobretudo, da proteção constitucional dos direitos da nação brasileira no que concerne à defesa inarredável de nossas riquezas consoante o respeito à cultura indígena e ao seu espaço, bem como o estabelecimento de um pálio definitivo e pétreo face ao surgimento de tendências que firam nossa desesperada tentativa de desenvolvimento.

Não mais existe a prerrogativa do “país de apenas 500 anos”. Somos um continente territorial de mares, rios, florestas, animais e seres animais e não nos podemos furtar ao direito/dever de nos mantermos sob proteção e visão de presente e futuro. Em nome da melhor civilidade e olhar inteligente para o futuro, eis cuidar de nossa Natureza, em todos os seus amplos significados.

Alguns versos demonstram nossa verdadeira identidade:

ÁUREA MATA EM MORTE

A chama que abrasa a rocha

Arrocha a mata em triste drama

E chora lágrima a seiva em lama

Instante eterno de vida em tocha.

Cobre o verde negra flama

A mão que o ódio aquece

Contra a dor o Amor inflama

E sangra o que o olhar padece.

 

Vem, redentora chuva, vida esvai!

Salva a mata do “incidente”

Joga as brasas na torrente

Ocupa a áurea mata e cai!

 

Preserva dignas fauna e flora

Resgata o broto do aluvião

Alerta o homem e manda embora

Ódio incinerante deste meu torrão.

 

O autor é escritor e jornalista, membro da Academia Montesclarense de Letras.

 

Edson Andrade
Edson Andrade

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