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Quais as principais reclamações de quem vive em cidade turísticas

Quais as principais reclamações de quem vive em cidade turísticas

Alguns moradores de cidades muito visitadas têm pedido medidas para conter os turistas. Prática tem recebido o nome de “turismofobia”.

Quais as principais reclamações de quem vive em cidade turísticas

Viajar é uma das atividades mais prazerosas que existe, e embora seja muito divertido conhecer rotas alternativas — aqueles lugares ainda pouco explorados pela grande maioria dos viajantes —, muitas pessoas preferem visitar as cidades que já têm certa infraestrutura para receber turistas.

Dessa maneira, elas escolhem ir a Nova York ou a Paris, visitar Veneza ou Londres com a certeza de que vão encontrar uma boa cartela de serviços, como redes hoteleiras, transportes públicos eficientes, além, é claro, das muitas possibilidades de entretenimento como museus, teatros, cafés e lojas.

Do ponto de vista econômico, para as cidades, quanto mais turistas melhor. Isso porque os viajantes consomem os serviços locais o que, consequentemente, faz a economia local e/ou regional girar. Mas e para quem vive nessas regiões super visitadas?

Algumas das cidades mais visitadas no mundo

No ano de 2018, Nova York recebeu mais de 65 milhões de turistas, o que a coloca como uma das cidades mais visitadas do mundo. Outra cidade campeã de audiência entre os viajantes é Paris, na França.

Segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), em 2018, o país recebeu cerca de 83 milhões de turistas e a maioria deles desembarcou justamente na capital. O Comitê Regional de Turismo da cidade estimou que, naquele ano, 35 milhões de pessoas passearam pelas charmosas ruas parisienses.

Outra cidade que recebe um grande contingente de viajantes é Veneza, na Itália. Segundo algumas estimativas locais, 30 milhões de turistas visitam a região por ano.

Veneza quer limitar presença de turistas

E, apesar de o turismo ser a principal fonte de recursos da região, algumas autoridades locais têm tentado criar maneiras de limitar a presença de viajantes na cidade.

No começo deste ano, por exemplo, anunciou-se que seriam cobradas taxas de alojamento de todos os turistas que aportassem na cidade, mesmo que eles não pernoitassem por lá. A regra antiga previa que apenas quem passasse a noite na cidade pagaria uma taxa — que variava de um a cinco euros, por noite.

Em 2018, o prefeito da cidade Luigi Brugnaro decidiu instalar algumas catracas para limitar o acesso de visitantes a algumas áreas específicas de Veneza. A ponte de Calatrava, a Igreja dos Descalços e a Praça de Roma foram os alvos.

A justificativa é que boa parte dos venezianos está enfrentando problemas constantes com os turistas. É uma espécie de “turismofobia”, motivada pelo comportamento de alguns viajantes.

Quais os motivos da “turismofobia”

Cidades que, além de turísticas, são centros econômicos, podem até repelir os visitantes, já que têm a certeza de que não vão falir — outras fontes de renda garantem a manutenção das atividades.

Mas o que será que faz algumas cidades que dependem em grande medida da visita de outras pessoas começarem a limitar os visitantes? Os fatores são muitos e complexos e vão desde a sujeira nas ruas até a especulação imobiliária.

Arruaça dos visitantes

Há quem saia de casa e se esqueça das regras de boa conduta. Essas pessoas, quando visitam cidades estrangeiras, podem fazer uma bagunça gigantesca, o que irrita os habitantes.

Bebedeiras, palavras de baixo calão, roupas inadequadas fora, por exemplo, do perímetro das praias, lixo pelas ruas, enfim, o arsenal da má educação não tem limites, e isso incomoda os moradores locais.

Muitos moradores relatam que têm que conviver com esse tipo de comportamento diariamente. Agora, imagine ter que aguentar aquele seu vizinho barulhento, fazendo festa, só que todo dia. Isso não irritaria? É a mesma situação pela qual passam os moradores dessas regiões.

Superlotação dos espaços públicos

Outra reclamação constante dos moradores de regiões turísticas é que há uma frequente superlotação de espaços públicos.

Museus, teatros, cafés, praças, praias, monumentos, enfim, tudo o que os turistas podem conhecer acaba ficando com uma lotação excessiva nos mais diversos horários, e os moradores locais nem sempre conseguem desfrutar das belezas e serviços que têm à disposição.

Esse tipo de situação, somada à falta de educação de alguns turistas, também acaba deixando os moradores mais irritadiços.

Especulação imobiliária

Outro problema que moradores de regiões turísticas podem enfrentar é a especulação imobiliária. É que, para receber os viajantes, muitos empresários acabam construindo empreendimentos hoteleiros em regiões estratégicas, próximas, por exemplo, a monumentos ou a paisagens naturais.

Com isso, os moradores ficam reféns da valorização de alguns locais e passam a ter que enfrentar os preços exorbitantes do metro quadrado.

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