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Coluna do Edson Andrade – Digressões sobre ser

Coluna do Edson Andrade – Digressões sobre ser

A fé esgrime um Deus e se protege do mistério multimilenar.  Dúvidas de arrazoado filosófico sobrepõem o vão ceticismo humano, ensejo em que a ciência multifacetada declara a morte da História em que insere a gênese da vida ao derredor do planeta.

O que existe no universo que não os passos desnorteados e trôpegos da respiração sob pálio do oxigênio, ser bípede e de feições Homo sapiens? Por que o negro véu da ignorância insubordina-se na pesquisa incompleta de um improvável panteísmo?

A minúscula Terra, através de seus representantes em poder político esconde e inuma resquícios de passagens, habitações e presenças alienígenas ao longo dos tempos, mas o microcosmo, indefeso e ao largo de melhor conhecimento é testemunha e sonho de exploração do Universo majestoso e inexpugnável. Prevalece o tempo em detrimento da filosófica percepção de Deus nos instantes bilionésimos em que, diminuto, o homem suspira emoções e ignorâncias em sua eterna e solitária divagação.

Face ao ocaso do desconhecimento, esse aparente declínio do Astro-Rei no horizonte diáfano de nossa rotina, em que livro editado, físico, buscar tanta desesperança? Sim, porque, ao deparar-se com sua surpreendente, incapacitante e humana limitação, melhor não seria aquietar-se no ponto final da resposta em Deus? Eis perquirir universo maior na instância em que, Astro Solar arrebentando a escuridão desenhada pela inofensiva aura de longínquas estrelas em pó, maximizar a pesquisa e identificar, sem demora, nossos vizinhos antenados e diversamente encorpados.

O universo marchetado de pontos luminosos para a inelutável perquirição do olhar humano promove e submete-se ao bilenar mistério da existência humana sobre solo terrestre. E não responde os questionamentos vários da inteligência científica, restando ao habitante sua proverbial ignorância. Temos os olhos fixos no imponderável e nossa consciência justificada pelo inexpressivo vocábulo fé.

Não somos capazes de um comportamento modelar nas instâncias presente e futuro. E não nos orgulhamos do pretérito em que mergulhamos a vida e o planeta na escuridão e no niilismo. Nossas genuflexões não nos empoderam perante um ser supostamente iluminado e plenipotenciário. Porque a cada nova litania não nos renovamos verdadeiramente. E temos de fundamental o que de essência sempre fomos.

A frugalidade não nos caracteriza. Nem no sentido literal do vocábulo, máxime no que concerne ao equilíbrio. E, por assim sermos, cometemos nossos erros os quais, não raramente, repercutem como desenho de agressão ao ser irmão. Porque não somos, estamos; não vivemos, sobrevivemos; não construímos, desconstruímos ainda que face às melhores oportunidades de nos desenharmos melhores.

Nossa passagem pelo planeta é um lamento só. E nos mortificamos quando o outro assevera, em peremptória fragilidade: “estou fazendo a passagem”.

O autor é escritor, professor, jornalista, radialista e advogado.

 

Edson Andrade
Edson Andrade

 

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