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Coluna do Edson Andrade – Uma borboleta para Yvonne Silveira

Coluna do Edson Andrade – Uma borboleta para Yvonne Silveira

O programa Para Além das Prisões, do Ministério Público de Minas Gerais tem a essência da Lei Federal 7.210 de 1984, moderna e denominada Lei de Execuções Penais, em cujo bojo prima-se pela tentativa de ressocialização do apenado, não obstantes tantas as barreiras, entraves e comportamentos recidivos/reincidentes do homem/mulher, sob grilhões.

Em parceria com a Prefeitura de Montes Claros e a iniciativa privada, o “Projeto Jardins Para Borboletas” é uma dessas criações dignas da inteligência e da sensibilidade de um grupo de pioneiros. Mais se assemelham a poetas em que ideias são esgrimidas para a obtenção do efeito beleza, reconhecimento e gratidão. E, por assim dizer, sob a batuta do artista plástico Gu Ferreira, reúnem egressos do sistema prisional, pessoas em situação de rua e reeducandos para o fazer artístico de altíssima significação. É quando nascem borboletas altivas, coloridas, asas por voar, toda uma quase melifluidade em aço e material reciclável – algo que normalmente se jogaria no lixo – transformado em formas sinuosas de uma perfeição artisticamente possível graças ao engenho do artista epigrafado.

A primeira homenagem levou o nome da Promotora de Justiça Ana Eloísa Marcondes da Silveira, em reconhecimento ao seu árduo trabalho em defesa do meio ambiente. Depois veio a Tonha (Antônia Colares), enfermeira da Santa Casa, cujo trabalho a tornou popular entre todos nós. Maria da Custodinha – primeira mulher a coordenar o Grupo Catopês está entre as mulheres homenageadas. Além dela, Yvonne Silveira, Marina Lorenzo Fernandez, Josefina Mendonça, Irmã Veerle, Heloísa Sarmento, Dona Tiburtina, Zezé Colares, Yara Tupinambá, Jacy Ribeiro e a Doutora Príscilla Miranda. Faltou Amelina Chaves. Mas versejemos por Yvonne:

Uma borboleta em seu casulo

Deixa laivos de primor

É uma Yvonne luzidia

Noite alta, sol e dia

Perfume de poesia

Néctar de áureo amor.

Não há como trazer de volta à vida a professora e poetisa Yvonne Silveira ao largo de diletante poesia, amante que foi da arte e da literatura. Mas faltou rimar Olimpo, habitat das divindades greco-latinas e, por extensão, reino paradisíaco, com Olintho, o deus amor em cujos versos ela eternizou sua maestria. Atribuir ao exemplo Yvonne a modelar borboleta é gesto grandiloquente, eco retumbante, sol em diamante, voz em cuja maviosidade estenderam notas perenes de dignidade e nobreza.

Os Jardins Para Borboletas de Montes Claros ganham mais beleza e lucilância ao erigir símbolo de beleveza (com perdão do neologismo) para reconhecer na eterna presidente da Academia Montesclarense de Letras a mulher que em vida e memória sempre foi: forte, lúcida, atuante, nobre e merecedora de todas as homenagens e do nosso amor.

 

O autor é escritor, professor, jornalista, radialista e advogado.

Edson Andrade
Edson Andrade

 

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