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Coluna do Adilson Cardoso – Minhas paixões fugazes

Coluna do Adilson Cardoso – Minhas paixões fugazes

Perdi minha mãe recentemente. Soubera pela Fátima, uma amiga que é professora de Matemática e nas horas de folga, dá golpes em velhos aposentados. Esta cidade mudou muito, quando eu fui embora não tinha aquele prédio alto no fundo da praça, é assim, o dinheiro muda tudo, destrói e constrói num piscar de olhos, se um dia eu acertar a boa, vou construir uma casa subterrânea, tipo eu vi uns malucos fazendo na internet, gosto de coisas diferentes, desde criança.

 Quando assisti o Homem Aranha pela primeira vez, passei a enfiar a mão em lugares escuros na intenção de ser picado por uma daquelas venenosas, apanhei demais para não fazer aquilo, mas o sonho de ser o queridinho da Mary Jane me fazia desobedecer sempre. Até o dia em que fora  picado por um Escorpião e soubera que não me transformaria no homem Escorpião.  Não tenho consciência pesada por ter ido embora e deixado minha mãe morando sozinha, fiquei sabendo que o meu pai não suicidara, ela dera veneno de rato a ele, pra ficar com um amante que trabalhava na Rede Ferroviária, Tia Nina quem contou, mas com mil recomendações, “Nunca envolva meu nome ou eu me mato e deixo uma carta dizendo que fui estuprada por você” É foda, aquela puta velha!

Acho que todas as mulheres da minha família nasceram com um braseiro no rabo, todas traem os maridos, achei que minha mãe fosse exceção, mas… É foda. Nunca mais quero vê-la na minha frente, fugir com o Glauco, aquele playboy comedor de coroas, ex-namorado da minha irmã foi o tiro de misericórdia na minha testa.  Minha irmã felizmente esta presa, não sofreu o vilipêndio olhando no olho das pessoas.

Mas é foda a falta de sorte dela, tomou chifre do filho da puta e entrou para uma pastoral de visita carcerária, queria fazer o bem pra ter paz no coração.  Porém, apaixonou-se por um traficante de meia tigela e fora  convencida a encher a vagina e o ânus de Coca e pedras de Crack… O resto o jornal já contou, o nome dela é Walkiria.  Só voltei aqui para rever Tereza, dizer a ela o quanto sinto a falta de não a tê-la ao meu lado todos os dias do ano, de ver uma casa cheia de filhos e um quadro na parede, escrito, “Aqui mora uma família feliz” sempre escrevi cartas a ela, não sou adepto a tecnologia, escrevo e pago o SEDEX para deixar na sua casa, a ultima foi a mais bonita, eu estava bêbado e inspirado,

“Tereza minha Mary Jane, não consigo entender porque você nunca responde as minhas cartas, nunca atende minhas ligações, tampouco vai aos encontros que marco”

Minhas cartas sempre foram curtas, mas ficaram ainda mais curtas depois que fui violentamente espancado e preso pelo marido dela que é policial militar. Acho que eu não deveria ter voltado aqui. Penso que quando cumprir a pena eu não vou mais escrever cartas a Tereza. Estou me apaixonando pela Juíza, doutora Juliana, a voz dela é forte e seus olhos são verdes. Acho que ela é casada, mas não me importo, ela me lembra a Mulher Maravilha…

 

Adilson Cardoso
Adilson Cardoso

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