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Moda sustentável: como saber se uma marca é de confiança

Moda sustentável: como saber se uma marca é de confiança

A moda sustentável está em alta, confira passos para verificar se sua marca favorita é eco-friendly 

Moda sustentável: como saber se uma marca é de confiança

Sustentabilidade é, sem sombra de dúvidas, uma palavra na moda. Mas definir se uma marca ou uma roupa é de fato sustentável é muito mais trabalhoso do que parece. Isso porque a sustentabilidade é algo que deve nortear e envolver toda uma cadeia produtiva, que inclui matérias-primas, processos e pessoas.

Como consumidor, deve-se estar atento às certificações técnicas  das empresas e dos produtos, sobretudo agora, momento em que se declarar “sustentável” é praticamente uma obrigação de marketing.

Segundo a pesquisa The State of Fashion, de 2017, 65% dos consumidores dos mercados emergentes consideram o respeito pela sustentabilidade um fator que compõe a decisão de compra.

Na indústria da moda, várias questões difíceis e polêmicas se colocam. Algumas mais óbvias, como o uso de peles de animais, outras ainda latentes, como a exploração semiescrava da mão de obra. O Brasil acompanha a tendência mundial e diversas marcas e iniciativas adotaram a lógica eco-friendly.

Mas como avaliar se uma marca de fato é sustentável? É preciso investigar alguns elementos-chaves e ter a disposição de pesquisar bastante.

Valores e imagem da empresa

Procurar o site da marca é um bom primeiro passo. Ali, é possível descobrir se a empresa possui parcerias, certificações e, também, se ela adota (ou não) um discurso de sustentabilidade.

É preciso uma dose de desconfiança, porém. Jamais a marca vai admitir ou expor as partes menos glamourosas de seus produtos. Cheque em outros sites ou jornais o histórico da empresa, se já houve alguma denúncia.

É praticamente impossível que uma empresa, sobretudo as grandes, seja 100% sustentável, especialmente quando a escala de sua produção é industrial. Contudo, marcas como a Osklen deixam claro em seus sites inúmeros aspectos da confecção, das fontes de matéria-prima até as lojas. O que leva ao próximo passo.

Da árvore até a loja

O segundo momento deve ser checar se a cadeia produtiva é responsável, tanto com o ecossistema quanto com os trabalhadores. Tente descobrir a fonte de matéria-prima, de onde vêm os tecidos, sua composição e os trabalhadores que os confeccionam. Busque a localização da fábrica e também a realidade da mão de obra nesses dois setores.

Geralmente, empresas que têm compromisso com a sustentabilidade, possuem alguma intervenção ou projeto social, já que o desenvolvimento humano também faz parte da sustentabilidade. Projetos de reflorestamento também são indicativos positivos.

A Ai.Ginska, por exemplo, é uma marca que opta por valorizar o trabalho artesanal e exclusivo, por meio do tingimento natural. Esse método demanda menos recursos naturais e energéticos, além de prestigiar o trabalho de seus funcionários, já que suas peças são feitas com técnicas tradicionais.

A peça 

Finalmente, resta avaliar o produto em si. Informações genéricas ou poucas informações na etiqueta sobre quem as confeccionou, geralmente indicam más condições de trabalho. Roupas que vieram de outros países, automaticamente têm uma pegada maior de carbono, então, a preferência deve ser para marcas locais.

Marcas sustentáveis também incluem selos que garantem que seus produtos são orgânicos e que não foram testados em animais. A marca de sapatos veganos Insecta Shoes oferece calçados feitos com plástico reciclado de garrafas PET, em vez de couro animal.

A peça final deve ser durável, porque roupas e calçados que se degradam facilmente ou que são descartáveis implicam em mais consumo, o que, por sua vez, exige mais recursos do planeta. A marca de calcinhas absorventes Pantys é um bom modelo de negócio inovador que se preocupa com a diminuição de produção de resíduos.

O valor

É preciso considerar que todos esses processos se refletem no preço. Dificilmente, uma peça eco-friendly será tão barata quanto uma produzida em larga escala, e vendida em grandes lojas de departamento. O custo-benefício de adotar um estilo eco-friendly não pode ser medido apenas pelo dinheiro.

A mudança na forma de consumir e de pensar o vestuário é uma quebra de paradigma. O consumidor passa a pensar sobre questões que transcendem a estética: o ecossistema, os animais, os trabalhadores envolvidos, o descarte.

Como bem coloca Gabriela Mazepa, criadora do Re-Roupa, um projeto que produz peças a partir de materiais que seriam descartados, como retalhos e sobras de tecidos: “No fim, consumo é um voto. Você dá dinheiro para aquilo em que acredita”.

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