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Coluna do Edson Andrade – Ser Micro, Universo Macro

Coluna do Edson Andrade – Ser Micro, Universo Macro

No longínquo ano de 1608, o fabricante de óculos Hans Lippershey, holandês, inventou uma espécie de telescópio para fins militares. Dez anos mais tarde, o astrônomo italiano Galileu Galilei construiu seu telescópio, cuja capacidade de ampliação, na época, não era superior a nove vezes, mas já significava avanço extraordinário. Tempos depois, aperfeiçoado, o instrumento viria a revolucionar a Astronomia. E o homem iniciava sua trajetória de viajar do chão para o espaço, entre sustos e noites insones.

O microscópio foi inventado no Século XVI, pelos holandeses Hans Janssen e seu filho Zacarias Janssen. Aperfeiçoado pelo neerlandês Anton Van Leeuwenhoek (1632 – 1723) o instrumento – a princípio rudimentar – foi o responsável pelo nascimento, o marco inicial da Biologia Celular, também denominada Microbiologia. Entre o micro e o macro viu-se cercado o ser humano, enquanto das alturas do éter, em que os gregos depositaram a crença de que um quinto elemento formaria esfera celestial fora do Planeta Terra. Ali, em localidade não determinada, pairaria um ser em traços de Deus, responsável pela extraordinária complexidade entre o ínfimo e o fenomenal.

O ser humano perquire o espaço, há séculos. E se perde nos rudimentos das células humanas, a ambição desmedida em conhecer os fundamentos da vida e as funções de cerca de vinte e seis bilhões de microscópicos corpos em uma criança. Mas se perde no universo de tantos bilhões de anos e micro e macro organismos, estupidamente bêbado entre o que deveria ser ciência, em detrimento do divino.

O cientista inglês Stephen Hawking costumava afirmar que o limite, o comprazimento e a verdade entre a aventura científica e a busca de Deus estão no monossílabo tônico “fé”. Não raras vezes, pronunciava seu ateísmo. Não obstante, revelava-se um desbravador dos labirintos da natureza, objetivando trazer luz ao intrincado tema. Em cada fracasso, a certeza científica de que o que reside em nós e acima de nossa frágil visão não pode ser explicado racionalmente, muito menos mesmerizado nas teorias que têm por fundamento livros, gurus e apóstolos.

De tudo o que nos caracteriza como seres mal informados científica e religiosamente persistem os fenômenos e a ambição de os desvendar. Ao apontar um telescópio Hubble para o espaço infinito, o homem não quer renas e velhinhos mal vestidos em vermelho. Ao direcionar microscópios para as infinitesimais estruturas corpóreas, abandona o éden para colorir suas mentes de sangue e de toda sorte de células, mas o faz na solidão da aventura fundamentada na ignorância relativa.

Somos animais perdidos em nossas proverbiais dúvidas. E acreditamos em qualquer coisa que nos possa mover a emoção fácil e sempre à flor da pele. O que verdadeiramente não somos é uma raça homo sapiens voltada para o auto conhecimento e a explicação de nossa filosofia existencialista calcada na razão e no respeito ao universo ao alto e no interior de nós mesmos.

O autor é escritor, professor, jornalista, radialista e advogado.

Edson Andrade
Edson Andrade

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