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Coluna do Edson Andrade – Estamos em guerra

Coluna do Edson Andrade – Estamos em guerra

“Você não tem controle de suas ações”, diria Sigmund Freud. A prática humana comprova o desequilíbrio entre o que deveria ser racional e (paradoxalmente) humano, quando nossos aparatos bélicos nas mãos é resultado de uma complexidade freudiana relacionamentos nos conduzem aos (nem sempre) inelutáveis litígios. O que nos coloca insuspeitável, no plano do inconsciente.

                            As guerras fizeram e fazem parte do nosso cotidiano. Somos soldados e antagonistas de nós mesmos e do ambiente que nos cerca. Consequentemente, não somos capazes de ampliar nossa rede de circunstantes e de amigos. A causa disso – por mera suposição sem amparo científico – é nossa predisposição em nos armarmos de desinteligência e crueldade consequencial. As mais mortais armas de que dispomos começam com nossas palavras e os estampidos em direção aos nossos oponentes circunstanciais. As outras (refiro-me às armas) são instrumentos forjados do aço, conscientemente tencionando apontá-los em prejuízo de holocausto da vida que, ao nosso juízo, parece antagonista.

                            O assassinato do general iraniano Qassim Soleimani, protagonizado pelos Estados Unidos da América, sob Donald Trump, é episódio resultante de relações políticas em crise desde o longínquo ano de 1950, quando, em 19 de agosto de 1953, o chefe de governo do Iran, Mohammed Mossadegh foi defenestrado com a colaboração efetiva e poderosa dos serviços secretos dos Estados Unidos e do Reino Unido. Alegação: evitar a estatização das jazidas de petróleo do país.

                           As causas que levaram à morte o chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, considerado um herói pelo povo daquele país, seriam “conter o terrorismo capitaneado pelo general e a morte de cidadãos americanos”. Não satisfeito com o gesto extremo, o presidente dos EUA – investigado e sob processo de impeachment – voltou a ameaçar o país com quem sempre se encontrou em litígio. Na ponta extrema, o Iran promete e ameaça desrespeitar o acordo nuclear, decisão que agrava sobremaneira as relações bilaterais não somente com a verborragia e fanfarronice americanas, mas estimula a prontidão de milhares de soldados em todas as esferas do mundo ocidental, em vários países signatários da OTAN.

                            De ameaças vivemos todos nós, quer por nossos vizinhos, por motivos fúteis, quer pelo destempero de nossas relações com semelhantes mais próximos, quer, ainda, pela violência que grassa e nos ameaça em nossos direitos e incolumidade. Todavia, no plano das relações internacionais, quando somos ameaçados pela possibilidade de uma guerra de grandes proporções, melhor nos precatarmos e nos juntarmos em força coletiva contra qualquer desinteligência bélica. E não nos esqueçamos de, seres humanos iranianos ou não, direcionar nossa inteligência a favor da PAZ e da defesa de todos os humanos DIREITOS. 

O autor é escritor, professor, jornalista, radialista e advogado.

Edson Andrade
Edson Andrade

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Um comentário

  1. Bela e lúcida análise.

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