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Autor reverenciado – Felicidade Patrocínio

Autor reverenciado – Felicidade Patrocínio

A Literatura Brasileira é rica em autores e títulos desde os primórdios do país sob Portugal, máxime por ocasião da chegada da Família Real, em 1808, quando alguma cultura foi incentivada. Nos séculos subsequentes, ainda por forte influência da literatura europeia, nossos escritores esmeraram-se em produzir obras de fôlego e relevo, dentre eles os árcades ou neoclássicos, os românticos e os simbolistas. A partir do Realismo, na segunda metade do Século XIX, Machado de Assis, Raul Pompeia, Aluísio de Azevedo – sofrendo ainda influência de Gustave Flaubert, Charles Dickens, Eça de Queiroz e outros, produziram obras que se destacaram no universo literário mundial, com forte apelo anticlerical, de realismo local e de sensualidade.

Felicidade Patrocínio
Felicidade Patrocínio

Esta página pretende, periodicamente, enfatizar nossa literatura e, sobretudo – vício de professor de Literatura – incentivar o gosto pela leitura, neste país em que milhões se perdem nas telas dos celulares e ocupam suas vidas com bobagens e temas de medíocre importância. Sobretudo, pretende destacar autores de nossa terra e validar suas obras, não raras com altíssimo valor literário.

Inauguramos a coluna com a escritora Felicidade Patrocínio, de profusa obra, sensibilidade estremecendo os poros, pesquisadora e mecenas pelo bem da cultura local, regional e nacional.  O livro “Plantando Flores, Pode-se Colher Tomates”, de crônicas e contos, é quase a obra que inaugura sua entrada triunfal na Academia Montesclarense de Letras. Ali, dentre saborosos contos e crônicas que sobrelevam paisagens afeitas às retinas de muitos de nós, a autora verbaliza seus sonhos, suas passagens no tempo transato e presente, para consolidar sua verve e afirmar-se como grande escritora. Que o confirme a crônica “Cheiro de Maçã”, dentre tantas, capaz de nos aproximar de sua história pessoal. “Fascinavam-me o vermelho intenso e a forma primorosa do fruto raro, que conservava por horas o seu perfume no ambiente”. Ela nos traz a sinestesia necessária à nossa saudade e nos iguala no sonho da maçã. Os doentinhos ganhavam maçã argentina, no lar pobre de minha infância. A raridade devia-se ao preço do produto importado e funcionava como incentivo ou consolo para os poucos que dele sorviam o benefício.

“Quando Moacyr se via tocado por Eros e partia para o embate da conquista amorosa, não tinha dúvidas quanto à eficiência da sua arma; neste aspecto era imbatível.” E segue alinhavando causos e chronos, para a perpetuação da memória literária e histórica de todos quantos conhecem sua maestria com as palavras e os materiais de onde extrai sua profusa e valorosa arte plástica.

A casa onde reside Felicidade Patrocínio é um manancial edênico de natureza, obras de arte e livros. O mecenato por ela praticado consiste em ofertar livros, gratuitamente, a todos os que povoam seu passeio e seu sonho de grandeza cultural para um país onde persiste a mediocridade. E realiza lançamentos de obras várias em espaço próprio para a prática de noites regadas a prosa, versos e violão.

“(…) Nossos pendores não se esgotam na música, no folclore, na literatura, nem na performance cênica televisiva, mas se estendem, também, às artes plásticas.” Aqui, ela destaca nossos artistas e nossa cultura popular, novamente praticando uma preocupação voltada ao altruísmo em que se esmera para validar todos os valores de nossa cultura local.

O nome Felicidade não lhe pertence. Antes, é substantivo abstrato que nos assalta para o deleite de suas obras literárias e plásticas. Ela nos presenteia com o sorriso indefectível e seu livro “Plantando Flores, Pode-se Colher Tomates” e nós nos regozijamos com sua cultura, sua sensibilidade, simpatia, coragem e devotamento a causas que somente ela quer abraçar. E o país, ainda mergulhado na mediocridade, agradece pela Felicidade Patrocínio de tantas e importantes obras.

Por Edson Andrade

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