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Coluna do Edson Andrade – A transgressão de Maria Luiza

Coluna do Edson Andrade – A transgressão de Maria Luiza

Universo em que a Educação Brasileira obtém resultados pífios na avaliação do ENEM: de 4 milhões de vestibulandos, um total de 143 mil zeraram suas redações e apenas 53 lograram nota máxima,  em pleno Século XXI, melhor resgatar a “Pedagogia da Transgressão – Um Novo Olhar Sobre a Educação”,  da consagrada Escritora, Pedagoga, Psicóloga e Socióloga Maria Luiza Silveira Teles.  Autora de dezenas de livros – em sua maioria  publicados  pela Editora Vozes – a autora e membro da Academia Montesclarense de Letras é um exemplo de que o Brasil possui inteligências de nível acadêmico internacional.

No conteúdo da obra mencionada, Maria Luiza comete o “crime”, em 2014, de propor a transgressão de todo o “sistema caduco que ainda impera na Educação”. Transgredir “a postura autoritária de muitos professores, métodos obsoletos, política educacional reprodutiva de uma sociedade injusta, passividade do educando, falta de diálogo, ausência de ligação entre a teoria e a vida cotidiana, falta de ética, castração, mediocridade, ausência de oportunidades para tantos”, o comprometimento mais uma vez revelado de uma vida inteira estudando e escrevendo livros, cujos objetivos, imediatos, apontam para uma mudança radical nos rumos da Educação Brasileira.

Maria Luiza Silveira Teles lembra a escritora Lya Luft, autora da célebre frase “Pensar é Transgredir” e traduz o verbo da seguinte forma: “Quando se quer ensinar o indivíduo a pensar por si mesmo, sem negar sua sensibilidade, sua intuição, seu imaginário, que pedagogia é essa?” Intimorata e senhora de suas convicções pedagógicas e científicas, responde: Pedagogia da Transgressão.

Maria Luiza Silveira Teles
Maria Luiza Silveira Teles

 

“A Educação pode produzir uma sociedade ou transformá-la; E essa que aí está só se preocupa com o processo de reprodução; a nossa escola é uma farsa.” Nenhum educador ousaria dizer, com tamanha propriedade e coragem, o que está contido na obra inteira de Maria Luiza Silveira Teles, mas em especial nesta Pedagogia da Transgressão.

Ao entregar-se a uma aposentadoria precoce, mas eivada de motivos, a autora afirma, peremptoriamente: “Continuarei acreditando na humanidade, na superação de uma ordem social injusta e numa educação verdadeiramente nova em que o aluno seja realmente o centro de todos os objetivos, em que a relação educador/educando seja um terreno fértil de amor, sonhos, utopias, respeito, prazer, esperanças, vida intensa e realizações.”

O cenário do país é triste. No mesmo universo em que raros demonstraram interesse, leitura, domínio da língua portuguesa, milhões atestaram mediocridade e ausência de comprometimento com o futuro. Aquele em que acreditamos, um porvir de esperança pela via do conhecimento e do domínio das novas mídias, da tecnologia, mas, sobretudo, do abraço ao melhor aliado de todas as nossas horas, anos e vida: o LIVRO.

O autor é escritor, professor, jornalista, radialista e advogado.

Edson Andrade
Edson Andrade

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