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Entenda por que o mercado de cerveja artesanal cresceu tanto no Brasil

Entenda por que o mercado de cerveja artesanal cresceu tanto no Brasil

Público em busca de novos sabores e maior concorrência no mercado explicam o crescimento

Entenda por que o mercado de cerveja artesanal cresceu tanto no Brasil

 

Foi-se a época em que os bares e restaurantes brasileiros serviam apenas as grandes tradicionais marcas de cerveja. Cada dia mais, o Brasil é marcado pela criatividade em cervejas. A produção da bebida corresponde a 1,6% do PIB brasileiro e movimenta mais de R$ 74 milhões anualmente. É nesse cenário que cresce a relevância das cervejas artesanais.

Segundo dados do Instituto da Cerveja Brasil (ICB), em 2010, as cervejas artesanais representavam apenas 0,7% da produção nacional. Hoje, a fatia desse mercado quase dobrou e atinge 1,2% do setor. Se em 2007, o número de marcas de microcervejarias era de 72, em 2019 esse número chegou a 1.000.

História da cerveja

A cerveja é a bebida alcoólica mais consumida do planeta e a terceira bebida mais popular, atrás da água e do chá. O ramo da cervejaria engloba desde a produção da bebida, até o envase, a embalagem e a logística de distribuição, além de todo o setor de marketing.

A popularização da cerveja se deu, na Antiguidade Clássica, pelo fato de poucos poderem pagar pela bebida de maior prestígio na sociedade da época: o vinho. Essa popularidade só se perdeu com os romanos, que aderiram ao vinho como marca de sua identidade e relegaram à cerveja o papel de “bebida de bárbaros”.

No Brasil, foi aberta a primeira cervejaria das Américas, a La Fontaine. Trazida por holandeses, a cerveja entrou no país por Recife. Atualmente, a produção anual do país é de 14 bilhões de litros — a terceira maior do planeta.

O atual mercado brasileiro de cerveja

Sendo a 14ª maior empresa do país em receita líquida, a Ambev controla cerca de 68% do mercado brasileiro de cerveja. Com um modelo estruturalmente pautado pela distribuição direta e por uma forte venda em bares, a empresa teve uma queda em suas vendas após a recessão econômica no país. Com a crise, o consumo brasileiro de cerveja ainda não retornou aos bares.

Outra mudança se refere à expansão do consumo de cervejas premium e à entrada de cervejarias estrangeiras no país, como a Heineken. Uma maior concorrência no mercado vem obrigando cervejarias como a Ambev a diversificarem seus produtos, com a criação de cervejas no modelo puro malte.

Inovações das cervejas artesanais

Mesmo em um contexto de lenta recuperação econômica, é nesse mercado mais concorrido e com alto potencial de consumo que as cervejas artesanais vêm apresentando um crescimento médio de 20% ao ano. Especialistas do setor apostam que a cerveja artesanal entrará na disputa com o vinho pela preferência dos apreciadores de álcool que desejam bebidas com menos impacto sobre a saúde.

Com um público que costuma ser mais exigente, as cervejas artesanais se diferem pelo gosto e pelas estratégias de vendas. Embalagens criativas que geram a curiosidade dos consumidores e trazem informações dos ingredientes, a origem e o ritual de preparação fazem a diferença.

As cerca de 200 microcervejarias artesanais no país vêm se fortalecendo como uma alternativa regional às grandes empresas do ramo. Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, é a região que mais produz cervejas artesanais no país. Somente em 2018, o município registrou 10 novas plantas no Ministério da Agricultura voltadas para a produção de cerveja.

Preferências nacionais

Tradicionalmente, o consumidor brasileiro tem preferência por cervejas mais leves e refrescantes, como a Pilsen. Entre as artesanais, a IPA (com um gosto amargo) é a mais popular. Contudo, a descoberta de novos sabores e a existência de um mercado com sabores diversificados mantêm o público das artesanais ativo.

Entre os sabores mais comuns para quem está dando os primeiros passos no universo artesanal da bebida, as cervejas de trigo (weissbier) se destacam. Uma vez já familiarizados com o lúpulo, é comum que os consumidores partam para as envelhecidas, as ácidas e as stouts para sobremesas.

Não são poucos os casos de cervejeiros artesanais que começaram a produzir por hobby, preparando algumas receitas para familiares e amigos. Passados alguns meses, alguns se arriscaram e conseguiram inserir suas marcas em mercados, como é o caso da OverHop, hoje distribuída em Minas Gerais e São Paulo.

Diferentemente das paletas mexicanas, as cervejas artesanais não são uma moda passageira. Com uma produção cada vez maior e diversificada, a busca dos brasileiros por novos sabores de cerveja vem impactando até as empresas gigantes de varejo, que incorporaram linhas especiais em seus portfólios. Pelo crescimento visto nos últimos anos, as cervejas artesanais vieram para ficar.

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