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Crescendo constantemente, epidemia de depressão e ansiedade acomete o mundo todo

Crescendo constantemente, epidemia de depressão e ansiedade acomete o mundo todo

Embora cada vez mais frequentes, tais problemas permanecem despercebidos ou negligenciados

Crescendo constantemente, epidemia de depressão e ansiedade acomete o mundo todo

Realizar cursos de qualificação profissional, praticar atividade física, levar os pais a uma consulta médica, ver amigos, sair com o(a) namorado(a), acompanhar os filhos na escola, cumprir os objetivos do mês no trabalho… Inúmeras são as demandas na vida cotidiana que exigem tempo, energia e paciência para serem cumpridas. Nesse contexto, é comum que as preocupações com a vida pessoal e profissional causem reações como o estresse.

Contudo, é fundamental distinguir as flutuações regulares de humor, que costumam surgir no atendimento dos desafios diários, e os quadros de duração mais longa e de maior intensidade. Quando emoções como a tristeza, a irritabilidade, a impaciência, o mau humor, a ira e a frustração intensa por fatores banais se tornam frequentes e duradouros, o sinal de alerta deve ser acionado para um possível quadro depressivo.

Esse quadro pode ser classificado como grave, moderado ou leve, dependendo da intensidade dos sintomas. Outro fator fundamental para analisar a depressão se refere ao histórico de episódios de mania. A depressão pode ser crônica — e se prolongar ao longo do tempo — e apresentar recaídas, principalmente quando não é tratada. Entre os diferentes tipos de depressão, estão o depressivo recorrente e o transtorno afetivo bipolar — quando há excesso de atividades, menor necessidade de dormir e a alternância de episódios depressivos e de mania, intercalados com momentos de humor normal.

Depressão e ansiedade em números

De acordo com dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com depressão aumentou 18%, entre 2005 e 2015. Hoje, existem 322 milhões de pessoas no mundo com esse problema de saúde mental, com a maioria das pessoas afetadas sendo as mulheres.

Segundo a pesquisa Depressão e outros distúrbios mentais comuns: estimativas globais de saúde, o Brasil apresenta hoje 11,5 milhões de pessoas nessas condições — o equivalente a 5,8% da população. Outro problema ainda mais comum entre os brasileiros são os distúrbios relacionados à ansiedade, que já acomete mais de 18,6 milhões de pessoas — ou 9,3% da população.

Diferentemente de respostas emocionais rápidas, a depressão se prolonga e pode acarretar grandes sofrimentos, como disfunções em ambientes como o meio familiar, o trabalho ou a escola. Em grau extremo, a depressão pode levar a pessoa afetada ao suicídio — que ocorre, em média, com 800 mil pessoas a cada ano. Nesse contexto, a depressão é a segunda maior causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos, segundo dados da OMS.

Como tratar?

Embora seja um problema de saúde pública cada vez mais comum, menos de 50% dos afetados pela depressão e pela ansiedade no mundo recebem tratamento. Entre as razões desse quadro, estão: o estigma social popularmente associado aos transtornos mentais, avaliações médicas imprecisas e a falta de recursos financeiros e de profissionais capacitados para lidar com o problema.

Como uma doença que nasce da união de fatores psíquicos, biológicos e sociais, a depressão pode se manifestar com mais evidência em momentos adversos, como uma demissão, a perda de uma pessoa querida e um trauma psicológico. Uma vez que houve um gatilho, o quadro depressivo pode causar mais estresse e piorar não só a vida da pessoa afetada, mas também o próprio transtorno.

Segundo a OMS, as estratégias comunitárias costumam gerar resultados eficazes no que concerne a prevenção da depressão. Entre elas, podem-se citar programas de exercícios para pessoas idosas, intervenções para pais de crianças com problemas comportamentais e programas escolares que desenvolvem um modelo de pensamento positivo entre jovens e crianças.

Para um diagnóstico preciso, é importante buscar profissionais de saúde habilitados, como psicólogos e psiquiatras. Existem inúmeras possibilidades de tratamento, desde psicoterapia individual ou em grupo e ativação comportamental até medicamentos antidepressivos. Os profissionais de saúde, porém, devem ter em mente os possíveis efeitos colaterais gerados pelo uso de antidepressivos, além dos riscos de interações medicamentosas para quem já ingere fármacos diariamente.

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