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Investir em bitcoin ou em moeda comum? Saiba qual é a melhor escolha em cada situação

Investir em bitcoin ou em moeda comum? Saiba qual é a melhor escolha em cada situação

Alto risco e falta de regulação são, ao mesmo tempo, vantagem e desvantagem do mercado de criptomoedas

Investir em bitcoin ou em moeda comum? Saiba qual é a melhor escolha em cada situação

Se você acompanha o noticiário econômico ou as tendências de tecnologia, certamente já ouviu falar do misterioso e promissor mercado bitcoin. Aberto em 2010, ele ficou famoso pela rápida valorização, por sua complexidade e, principalmente, por suas diferenças em relação às moedas convencionais.

A principal delas é o fato de que as moedas representam, ou deveriam representar, um valor material. Na história da economia, as moedas surgiram como forma de substituir as trocas materiais cotidianas e equalizar o valor das coisas. Se antes do surgimento das moedas um produtor de galinhas quisesse adquirir um porco, por exemplo, ele precisaria negociar com o produtor de porcos quantas galinhas ele gostaria em troca de um porco. Afinal, só em termos de quilos de carne e custo com criação, os dois animais guardam severas particularidades.

Vamos supor que o criador de porcos exija cinco galinhas para cada porco. Logo, um porco vale cinco galinhas e uma galinha vale ⅕ de porco. Eis que surge um problema, porque se o produtor de porcos quiser uma galinha, ele não terá como repartir seu porco em cinco sem matá-lo e, portanto, comprometer seu valor. Além disso, nem todas as partes do porco despertam o mesmo interesse culinário, deste modo, possuem diferentes valores.

Assim como porcos e galinhas, a natureza possui outros recursos que são finitos e muito apreciados pelo homem. São bens que, independentemente da sua origem ou forma, têm sempre o mesmo valor. Podem ser diamantes, barris de petróleo ou moedas de ouro. Inclusive, esse minério dourado pode ser considerado um pioneiro do dinheiro como o conhecemos, de tal forma que até algumas décadas atrás, as nações emitiam suas moedas com base nas reservas de ouro que possuíam, chamadas de lastro.

Lastro

Nos dias atuais, poucos países mantêm suas moedas lastreadas em ouro. A quantidade de dinheiro circulando na economia é determinada pelo Banco Central com base na produção de riquezas da economia a qual ele pertence. De certo modo, o lastro passou de algo físico, como o ouro, para algo imaterial, como nível de atividade econômica. Quando um país erra a mão e produz mais dinheiro do que sua economia produz em riquezas, temos um fenômeno chamado inflação.

Moeda comum

Investir em moedas comuns, portanto, significar se submeter às regulações e decisões de um sistema bancário centralizado e hierárquico. No mercado financeiro de uma bolsa de valores, por exemplo, as ações de uma empresa se valorizam ou desvalorizam de acordo com o desempenho publicado em balanços e, principalmente, as expectativas com o que será apontado por esses documentos.

Se uma companhia teve bom desempenho e, portanto, lucrou em moeda corrente, recebe a mesma valorização. Mas se, ao mesmo tempo, o Banco Central emitir moedas descontroladamente, gerando inflação, o valor intrínseco dessa empresa também sofrerá os efeitos da desvalorização da moeda, corroendo os ganhos gerados em bolsa.

Criptomoedas

No caso das criptomoedas, esse sistema funciona sem nenhum embasamento material ou regulação central. Ou seja, não há bens físicos que garantam o valor de um bitcoin e não há quem controle a sua produção. Além disso, tanto as transações quanto a criação de novas unidades de moedas são determinadas e registradas por um código aberto, que qualquer pessoa com capacidade técnica pode compreender e validar.

Os bitcoins são códigos altamente criptografados e cada transação exige um elevado processamento de dados para decodificá-los. Esse processamento é chamado de mineração e quem disponibiliza máquinas para essa função é pago em bitcoins.

O código criado em 2008 determina que até o ano de 2140 o limite máximo de bitcoins a ser criado será de 21 milhões de unidades. Assim, as operações de mineração são programadas para se tornarem cada vez mais complexas, controlando a produção dessas criptomoedas até o teto estabelecido.

Meu bem, meu mal

Isso torna o bitcoin uma moeda à prova de inflação. Por outro lado, assim como o dinheiro de papel, seu valor é determinado pela atividade econômica que ele gera. O elevado número de transações e a crescente adoção do bitcoin fez com que seu valor de mercado crescesse 660.000.000% desde 2010, quando começou a ser negociado publicamente.

Apesar de uma proteção contra processos inflacionários, a ausência de um Banco Central também pode ser o pesadelo para criptomoedas como o bitcoin. Alguns economistas avaliam que a moeda digital não passa de uma febre, ofuscando uma grande bolha. Afinal, caso um dia ela perca sua utilidade, seu valor também despencaria. Além disso, a falta de regulação torna o investimento em criptomoedas ainda mais arriscado, já que não há a quem recorrer em casos de fraudes.

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