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Em meio à falta de recursos, aumentaram a demanda por algumas linhas de crédito para indivíduos e empresas

Em meio à falta de recursos, aumentaram a demanda por algumas linhas de crédito para indivíduos e empresas

Para o setor financeiro o cenário atual não é simples. A cada vez são mais as pessoas que precisam de liquidez para fazer frente a dívidas ou até  às despesas diárias, mas ao mesmo tempo cada dia são menos os cidadãos que chegam a cumprimentar os requisitos tradicionais para o acesso a créditos do tipo que for.

O motivo é claro: a paralisação da economia provocada pela pandemia do covid-19 gerou diminuição histórica da renda de grandes, pequenas e micro empresas e a consequente perda de emprego desde começos do ano. De fato o Brasil perdeu perto de 7,8 milhões de postos de trabalho em comparação ao trimestre anterior de acordo à pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pela primeira vez, menos da metade da população em idade de trabalhar está ocupada.

O preocupante é que, ainda com empresas e famílias na procura de recursos para fechamento de contas, parece que as instituições financeiras não conseguiram dar uma resposta a essa demanda, pelo menos até agora. Segundo o anunciado pelo Banco Central, em maio deste ano a concessão de créditos caiu em média um 3,6%. Já se focados no financiamento de empresas, o recuo foi de 9,4%.

Mesmo assim a demanda das diferentes linhas de crédito cresceu tanto para pessoas físicas como jurídicas. O número de brasileiros endividados chegou a 67,1% e, de acordo com o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (C.N.C.) José Roberto Tadros, a nova alta de endividamento “indica que as famílias estão demandando mais crédito do sistema financeiro, seja para pagar dívidas e despesas correntes ou mesmo manter algum nível de consumo”.  O crescimento da procura já é levada em conta pelo Banco Central no relatória da inflação do segundo semestre, que revisou a estimativa de aumento de crédito bancário para este ano passando de 4,8% para 7,6%. Conforme o informado pelo BC, essa revisão se baseia  na incorporação dos efeitos “..do aumento acentuado na demanda das empresas por crédito, refletindo o comportamento precaucional ante o aumento das adversidades impostas pela pandemia da Covid-19 e a necessidade de caixa da grande maioria das empresas decorrente da queda nas vendas”.

Junto com a maior demanda se acrescentam as reclamações de dificuldades de acesso a créditos nesta época de crise, especialmente entre as pequenas companhias, micro negócios e pessoas físicas.  Neste último tempo são muitas as medidas anunciadas pelo Governo com o intuito de destravar os recursos financeiros.

O caso do financiamento por meio do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), por exemplo, bem sendo todo um sucesso. O banco do Brasil e a Caixa Econômica anunciaram que já esgotaram os R$ 6,9 bilhões destinados a empréstimos para empreendedores individuais, micro e pequenas empresas. Com taxas de juros anual igual à Selic mais 1,25% ao ano e prazo de pagamento de até 36 meses, o Ministério da Economia avalia pedir ao Congresso mais R$15,9 bilhões para ampliar o Pronampe e continuar auxiliando às empresas mais afetadas pela pandemia.

 

Em meio à falta de recursos, aumentaram a demanda por algumas linhas de crédito para indivíduos e empresas

 

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