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MG – Filho é o principal suspeito de ter matado e esquartejado a mãe

MG – Filho é o principal suspeito de ter matado e esquartejado a mãe

MG – A mulher encontrada esquartejada dentro de uma mala, sem cabeça e deixada em um terreno no bairro Canaã, na região Norte de Belo Horizonte, divisa com Santa Luzia, pode ter sido morta pelo próprio filho, de 30 anos. Ela se chamava Rizomar Ribeiro da Silva Ferreira e tinha 53 anos.

MG - Filho é o principal suspeito de ter matado e esquartejado a mãe
MG – Filho é o principal suspeito de ter matado e esquartejado a mãe

De acordo com fontes policiais, uma carta do suspeito foi encontrada junto aos objetos deixados com o corpo. Com o nome do homem, os policiais chegaram até o endereço onde ele havia morado de aluguel, no bairro Asteca, em Santa Luzia, na região metropolitana da capital. Como não morava mais no lugar, foram os vizinhos do suspeito que indicaram aos policiais onde a mãe dele (encontrada morta) morava.

Dando continuidade às buscas, os policiais chegaram na casa da mulher e a mãe dela (avó do suspeito), que morava nas proximidades, disse que ela não estava. Paralelamente às investidas para encontrar o suspeito, a polícia teve acesso às imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos ao local da desova do corpo e conseguiram identificar a Saveiro vista deixando a mala e objetos com o corpo, no bairro Canaã.

Os policiais seguiram até onde mora o dono do veículo, e ele confirmou que esteve no local, porém, foi por um carreto solicitado por um homem que morava no mesmo bairro do filho da mulher morta. O dono do carro conduziu os policiais até a casa da mãe do suspeito, também no bairro Asteca, em Santa Luzia, e lá encontraram o suspeito.

De acordo com fontes policiais, o homem parecia estar drogado ou ser portador de deficiência mental. O suspeito tem passagem por estupro de vulnerável, em 2012, e chegou a ficar preso pelo crime.

Ele estava aparentemente confuso quando a polícia chegou ao local. Perguntado onde estava sua mãe, ele disse que ela foi fazer uma viagem. Familiares da mulher morta reconheceram as roupas, mala e objetos encontrados no local.

Segundo moradores próximos à casa da mãe do suspeito, local onde ele estava, o homem teria problemas mentais. Ele não morava com a mãe, mas residia no mesmo bairro.

Até às 23h policiais estavam na casa da mãe do suspeito e aguardavam a chegada da Polícia Civil. No local, havia vestígios de sangue, ainda conforme policiais, mas, a situação da casa só poderia ser verificada após a chegada da perícia.

Relembre o caso:

O corpo de uma mulher foi encontrado na tarde desta sexta-feira (24), esquartejado, sem cabeça, dentro de uma mala preta em um terreno baldio na avenida Senhor do Bonfim, região Norte de Belo Horizonte, na divisa com Santa Luzia.

De acordo com o tenente Brasil, do 13° Batalhão, a mala estava envolta em um lençol ensanguentado. Ainda de acordo com o policial, outra sacola e uma caixa de papelão, que estavam próximas à mala tinha partes do corpo. No local, que não tem casas nem comércios por perto, estavam amontoadas roupas femininas, masculinas e até mesmo a capa de um colchão. Próximo da mala também tinha uma peça de roupa infantil. Policiais militares chegaram ao local após denúncia pelo 190, conforme informou o tenente.

Com a chegada da Polícia Civil, verificou-se que o corpo estava sem cabeça e tratava-se de uma mulher de estatura baixa, com aproximadamente 30 anos. O rabecão deixou o local com as partes do corpo por volta das 19h para o Instituto Médico Legal (IML) onde, segundo o delegado Guilherme Guimarães Catão da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), seria feito o trabalho pericial para verificar a causa da morte e a identificação da mulher.

“No IML ele (o corpo) vai ser identificado através de exame datiloscópico (digitais) e o médico legista pode levantar a causa da morte dessa pessoa. Saber se ela foi morta antes ou depois de esquartejada ou se durante o esquartejamento ela morreu”, explicou.

Peritos continuaram no local até pouco mais 20h examinando recolhendo as roupas e objetos deixados junto ao cadáver. “Como tem muito objeto os peritos estão tentando uma forma de achar algum documento, uma identidade ou alguma coisa parecida”, disse Catão.

Indício de morte recente 

Muitos objetos e roupas encontrados juntos à mala estavam sujos de sangue, o que indica que a mulher foi morta pouco antes do corpo ser jogado no local. “O corpo está conservado. Não está em estado de putrefação e tem muito sangue o que indica que essa morte foi recente”, pontuou o delegado da PC.