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Covid-19 ou H3N2? Testagem rápida tira a dúvida

Diagnóstico correto é necessário para que o paciente receba o tratamento adequado. 

A identificação da variante ômicron do novo coronavírus aconteceu paralelamente ao aumento dos casos de gripe provocados pela cepa H3N2 do vírus influenza no Brasil, no final de 2021. Desta forma, os brasileiros passaram a conviver com a dúvida sobre qual é o diagnóstico correto para um quadro que envolve sintomas como dores, tosse e febre.

A distinção entre a Covid-19 e a H3N2 é necessária para a realização do tratamento adequado e dos protocolos para evitar a contaminação de um número maior de pessoas. Apenas a avaliação clínica não possibilita o diagnóstico, por isso, a orientação das autoridades de saúde é realizar a testagem.

Por meio de um teste rápido Covid, é possível identificar se o paciente está positivo ou não para a doença. Conhecer as opções disponíveis no mercado é uma forma de saber quando e como recorrer à testagem.

Tipos de testes

O teste rápido de antígeno coleta uma amostra de saliva ou secreção nasal por meio do swab (similar ao cotonete). Com o material coletado, é possível identificar a presença de proteínas do coronavírus, chamadas de antígenos. Esse tipo de teste é recomendado para quem está sintomático pelo período de até uma semana.

O RT-PCR também é feito por meio da coleta de secreções do fundo do nariz ou da garganta através do swab. A análise verifica a presença de material genético do coronavírus. De acordo com as autoridades de saúde, trata-se do exame mais assertivo para o diagnóstico da Covid-19. A realização é indicada entre o terceiro e o décimo dia de sintomas.

O teste de sorologia possibilita saber se a pessoa já teve contato com o coronavírus em algum momento. Para isso, é feita a coleta de sangue. O exame é indicado para quem está há mais de oito dias com sintomas, quem teve contato com um paciente contaminado pela Covid-19 e quem quer saber se já teve a doença em algum momento de forma assintomática.

Além da testagem para identificar Covid-19, é possível ainda realizar o chamado Painel Sars-Cov-2, RSV, FLU A e FLU B, PCR Real Time. Essa investigação de natureza genética detecta e diferencia, simultaneamente, a presença dos quatro vírus respiratórios mais frequentes na população. A coleta do material para análise também é feita por meio de swab de nasofaringe ou combinado com orofaringe.

Sintomas e cuidados

Originalmente, as pessoas acometidas pela Covid-19 apresentavam cansaço, febre, tosse seca e a perda do paladar ou do olfato, como informa a Organização Mundial da Saúde (OMS). Sintomas como diarreia, dor de cabeça, olhos irritados, inflamação da garganta, erupção na pele e descoloração dos dedos dos pés ou das mãos também foram relatados, porém, em menor incidência. Nos quadros mais graves, os pacientes apresentavam dificuldades para respirar, dor no peito, confusão mental e perda da fala.

Com a ômicron, os sintomas podem sofrer modificações. Segundo a OMS, os pacientes diagnosticados com a variante da Covid-19 apresentaram quadros leves da doença, o que é associado ao avanço da vacinação. Os principais sintomas são cansaço extremo, dores de garganta e no corpo, tosse e febre.

Já o Ministério da Saúde alerta que os pacientes contaminados pelo vírus H3N2 também podem apresentar febre, inflamação da garganta e tosse, além de calafrios, perda de apetite, irritação nos olhos, vômito, mal-estar, diarreia e dores nas articulações.

De acordo com as autoridades de saúde, a prevenção para as duas doenças inclui o distanciamento social, o uso correto da máscara e a higienização das mãos. Uma vez identificada a Covid-19 e/ou a H3N2, o tratamento deve ser orientado pelo médico e o paciente deve ficar em isolamento.