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Ceratocone: doença ocular silenciosa é uma das principais causas de transplante de córnea no Brasil
Ceratocone: doença ocular silenciosa é uma das principais causas de transplante de córnea no Brasil

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Montes Claros — Outubro de 2025. O Ceratocone é uma condição ocular progressiva que afeta a córnea — a parte transparente do olho que recobre a íris — e pode comprometer seriamente a visão. A doença provoca o afinamento e o abaulamento da córnea, que assume o formato de um cone, distorcendo a entrada de luz e a formação das imagens. É uma das principais causas de transplante de córnea no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 150 mil brasileiros desenvolvem Ceratocone a cada ano. Os sintomas mais comuns incluem visão embaçada e distorcida, sensibilidade à luz, halos ao redor de fontes luminosas e dificuldade para enxergar à noite, mesmo com o uso de óculos.

De acordo com a oftalmologista Dra. Alice Purri, do Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH), a doença costuma surgir na infância, adolescência ou início da vida adulta. Embora tenha componente genético, o principal fator de risco é o hábito de coçar os olhos com frequência, o que enfraquece as fibras da córnea e acelera a deformação.

Fatores de risco para o Ceratocone:

  • Histórico familiar da doença
  • Coçar ou esfregar os olhos com frequência
  • Alergias como rinite, conjuntivite alérgica, asma e dermatite
  • Síndrome de Down e doenças do colágeno, como a Síndrome de Marfan

O Ceratocone pode afetar ambos os olhos em graus diferentes. O diagnóstico precoce é essencial para evitar a progressão da doença, que tende a se estabilizar após os 35 anos. O tratamento pode incluir óculos, lentes de contato especiais ou procedimentos cirúrgicos.

Entre os tratamentos mais modernos está o crosslinking corneano, que utiliza riboflavina (vitamina B2) e luz ultravioleta para fortalecer as fibras da córnea e impedir a progressão da doença. Após o procedimento, o paciente utiliza uma lente terapêutica por cerca de uma semana.

Outras opções incluem o implante de anel intraestromal, que regulariza a superfície da córnea, e o implante de lente fácica, indicado para pacientes com Ceratocone e alta miopia. Em casos mais avançados, o transplante de córnea pode ser necessário.

A Dra. Alice destaca que há técnicas modernas que preservam parte da córnea original, como o transplante lamelar anterior profundo, que reduz o risco de rejeição. Já o transplante penetrante substitui toda a córnea por tecido doador.

O diagnóstico é feito em consulta oftalmológica com exames como a topografia ou tomografia de córnea, que devem ser repetidos periodicamente para monitorar a evolução da doença e orientar o tratamento adequado.

Redação Jornal Montes Claros | Texto: Jornal Montes Claros – com informações do Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH)

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