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Europa – Na Albânia, papa critica uso de religião para justificar violência

O papa Francisco criticou neste domingo a forma como extremistas no mundo estão “pervertendo” a religião para justificar a violência. A declaração foi feita durante sua chegada à Albânia, país onde cristãos e muçulmanos sofreram com perseguições e opressão durante o regime comunista.

Papa Francisco é recebido em Tirana, na Albânia (REUTERS/Alessandro Bianchi/VEJA)
Papa Francisco é recebido em Tirana, na Albânia (REUTERS/Alessandro Bianchi/VEJA)

Durante a visita do papa ao país de maioria muçulmana, a segurança foi mais rigorosa do que de costume em meio a notícias de que militantes que treinam no Iraque e na Síria teriam retornado ao país e poderiam representar uma ameaça. O Vaticano insistiu para que nenhuma medida especial de segurança fosse tomada, mas a interação de Francisco com a população foi bem diferente do que ocorreu em suas viagens anteriores. O carro aberto acelerou pela capital Tirana sem paradas.

Francisco só fez contato com a população ao beijar alguns bebês no final de seu caminho enquanto se aproximava da praça onde celebrou uma missa. Policiais formaram correntes humanas para conter a multidão.

Em seu discurso de abertura, o papa disse ao presidente Bujar Nishani e a autoridades presentes que a harmonia entre religiões da Albânia era um “exemplo inspirador” para o mundo, mostrando que a coexistência de cristãos e muçulmanos não só é possível como benéfica para o desenvolvimento do país.

“O clima de respeito e confiança mútua entre católicos, ortodoxos e muçulmanos é um presente precioso ao país”, declarou Francisco. “Isso é especialmente importante nestes tempos em que o espírito religioso autêntico vem sendo pervertido por grupos extremistas e em que diferenças religiosas estão sendo distorcidas e instrumentalizadas”, acrescentou. “Não deixem que ninguém se considere o ‘guerreiro’ de Deus enquanto planeja e realiza atos de violência e opressão”, disse o papa.

Esta foi a primeira visita de Francisco a um país de maioria muçulmana desde a insurgência do Estado Islâmico (anteriormente chamado de Estado Islâmico do Iraque e do Levante, EIIL) contra cristãos no Iraque. O Vaticano tem manifestado preocupação com o êxodo de fiéis de terras onde comunidades cristãs existem há dois mil anos.

(Com Estadão Conteúdo)

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