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Ásia - Pânico geral mata 717 pessoas e fere 800 em Meca

Ásia – Pânico geral mata 717 pessoas e fere 800 em Meca

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Mortes teriam ocorrido por pisoteamento e há vítimas de várias nacionalidades; todos os anos, muçulmanos visitam a cidade, berço da religião.

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Uma debandada durante a peregrinação anual a Meca, a cidade mais sagrada do islamismo, deixou pelo menos 717 mortos nesta quinta-feira (24) e cerca de 800 feridos, de acordo com autoridades sauditas. As pessoas foram pisoteadas durante uma fuga desordenada, causando pânico geral, disse um porta-voz da Defesa Civil da Arábia.

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O incidente aconteceu em Mina, um grande vale que fica a 5 quilômetros de Meca e abriga mais de 160 mil tendas onde os peregrinos passam a noite durante a peregrinação. Mina é onde os peregrinos realizam um apedrejamento simbólico ao diabo, jogando pedras contra três colunas de pedra.

A debandada ocorreu no cruzamento das ruas 204 e 223, quando os fiéis estavam fazendo seu caminho em direção a uma grande estrutura com vista para as colunas de pedra, de acordo com a Defesa Civil. A estrutura história, conhecida como Ponte Jamarat, foi projetada para facilitar a pressão das multidões e
evitar o pisoteamento dos peregrinos.

Mortes ocorreram durante confusão no cruzamento das ruas 204 e 223

Mais de 220 veículos de resgate e cerca de 4 mil membros dos serviços de emergência foram destinados ao local logo após a debandada para socorrer as pessoas e fornecer rotas alternativas de saída, de acordo com a diretoria da Defesa Civil.

As autoridades sauditas já tinham tomado precauções para garantir a segurança das pessoas. Cerca de 100 mil forças de segurança foram implantadas este ano para supervisionar a multidão e garantir a segurança dos peregrinos durante a peregrinação de cinco dias.

Estima-se que dois milhões de muçulmanos de todo o mundo estavam na cidade santa para participar da peregrinação, que começou na terça-feira.

A cada ano, a peregrinação coloca um grande desafio logístico às autoridades sauditas, uma vez que a multidão de adoradores realizam os rituais em locais específicos e em torno de Meca.

O desastre desta quinta-feira foi o mais mortífero do ritual do Hajj desde 2006, quando mais de 346 peregrinos foram mortos em um tumulto na mesma área. Em 1990, um momento de pânico dentro de um túnel de pedestres deixou 1.426 pessoas mortas. Outro tumulto em Mina, em 2004 deixou 244 mortos e centenas de peregrinos feridos.

Esta temporada do Hajj tem sido manchada pela tragédia. No início deste mês, um guindaste desabou na Grande Mesquita de Meca, matando pelo menos 111 pessoas.

Da AFP

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