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Coluna do Dr. Marcelo Freitas – Eleições 2016! Pense bem, a escolha é sua!

Coluna do Dr. Marcelo Freitas – Eleições 2016! Pense bem, a escolha é sua!

Antes de aprofundar no tema proposto para esse texto, apresento o seguinte exercício mental: imagine que você, caro leitor, esteja num ambiente de luz, bastante iluminado. De repente, de forma inesperada, sem qualquer planejamento, a luz se apaga. A sensação, assim, é de muita escuridão. Passados alguns minutos, no entanto, o que era escuro deixa de sê-lo.

Fisicamente, os fenômenos registrados levaram da luz à escuridão em poucos instantes. Não dá para enxergar nada logo no começo, mas, com o passar dos minutos, já é possível diferenciar os objetos que estão ao nosso redor. O que permite uma melhor visão das coisas, assim, é o tempo e o observar atencioso. É preciso que as pupilas se abram e que os bastonetes se ativem. Simultaneamente à dilatação da pupila, abre-se mais espaço para a luz entrar – mesmo que pouca. É aí que sua visão começa a se acostumar com o ambiente escuro.

A digressão acima tem o propósito de registrar que, por conta dos sucessivos escândalos observados em nossa política partidária, a sensação que temos é de estar naquele instante em que a luz fora apagada. Contudo, mesmo em profundos momentos de adversidade, é preciso acreditar na democracia, no livre sufrágio e na escolha do eleitor. Afinal, é melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão!

Partindo de uma premissa histórica, acredita-se que as civilizações greco-romanas foram o berço do sistema representativo que deram origem ao atual modelo de escolha de nossos representantes. No entanto, alguns historiadores acreditam que o período e o lugar de origem da votação foram outros. Algumas narrativas míticas celtas e hindus falam sobre a participação dos druidas e sacerdotes na escolha de seus líderes políticos. Fato é que, quando a prática surgiu na cidade-Estado de Atenas, no século 5 a.C., apenas cerca de um quinto da população poderia participar das eleições.

Atualmente, a escolha de representantes políticos por meio do voto atinge somente a metade das pessoas no mundo inteiro. Dessa forma, podemos compreender que esse tipo de organização política não é comum ao sistema de escolha de todos os países e culturas espalhados por nosso planeta.

No Brasil, a primeira eleição de que se tem notícia aconteceu em 1532, para escolher o Conselho Municipal da Vila de São Vicente/SP. As pressões populares e o crescimento econômico do país, todavia, passaram a exigir a efetiva participação de representantes brasileiros nas decisões da corte. Assim, em 1821, foram realizadas eleições gerais para escolher os deputados que iriam representar o Brasil nas cortes de Lisboa. Essas eleições duraram vários meses, devido a suas inúmeras formalidades, e algumas províncias sequer chegaram a eleger seus deputados. O sistema, assim, precisou de tempo para chegar ao seu estágio atual, frise-se, a carecer de muito mais aperfeiçoamentos. Fato é, no entanto, que temos hoje o direito ao voto livre, direto, secreto, periódico, universal e igual. Esse é o principal e mais relevante instrumento de alteração de paradigmas e melhorias coletivas.

Parece algo elementar, mas ainda é desconhecido por muitos: o governo nos representa! Seja na esfera municipal, estadual ou federal. Devemos, por isso mesmo, fazer com que o poder público atue na direção das nossas necessidades. Lado outro, isso só será possível se tivermos informação, conhecimento, lembrando que a cidadania não se esgota nas eleições. O voto não é um fim em si mesmo. É preciso acompanhar cada momento de uma nova gestão que, a cada quatro anos (em regra), deve ser renovada por meio da vontade do povo, de onde todo poder, ao menos sob o aspecto formal, deveria emanar.

Immanuel Kant dizia que “se o homem faz de si mesmo um verme, ele não deve se queixar quando é pisado”. A maior “fratura ética” que pode acontecer na atuação do Estado é a não implementação de suas finalidades, o não cumprimento de sua razão de existência. A falência ou precariedade no oferecimento de serviços públicos que são abusivamente remunerados pelo povo, através de seus altíssimos impostos, beiram à raia do estelionato eleitoral. É forçoso reconhecer que o poder público, tendo em vista a sua finalidade de promover o bem-estar social, preservar o bem comum e garantir cidadania social, vem falhando reiteradamente. Um poder que, em vez de servir, é um poder que serve a si mesmo, é um poder que não serve para nada, já que não se coloca à serviço da comunidade. Se assentimos com isso, permitindo que o mal permaneça, de fato, merecemos ser pisoteados!

A expressão “idiótes”, em grego arcaico, significa, em síntese, aquele que só vive a vida privada, que rejeita a política, que diz não à política. Muito semelhante ao analfabeto político, proclamado por Bertolt Brecht, “tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.

Otto von Bismarck dizia que “nunca se mente tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada”. Antes de escolher, assim, é preciso conhecer! Pesquise cada candidato! Observe seu passado! Veja se suas condutas refletem aquilo que se espera de quem vai dizer os rumos de nossas vidas, que receberá as chaves dos cofres públicos de nossas cidades. O seu voto, dessa maneira, não tem preço. Não é uma mercadoria posta em um balcão. Não se venda, portanto, por míseras “moedas de prata”. Modernamente, camufladas em cestas básicas, consultas, exames médicos, valores ou empregos conquistados às custas de puro “puxa-saquismo”. Como diria Orson Scott Card, escritor norte-americano, “se os porcos pudessem votar, o homem com o balde de comida seria eleito sempre, não importa quantos porcos ele já tenha abatido no recinto ao lado”. Não somos porcos! Pense bem! A escolha é sua! Depois, não adianta reclamar!

Dr. Marcelo Eduardo Freitas – Delegado de Polícia Federal e Professor da Academia Nacional de Polícia

Dr. Marcelo Eduardo Freitas
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