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MG – Minas Gerais já registrou 275 incêndios florestais

MG – Minas Gerais já registrou 275 incêndios florestais

O tempo seco e o longo período de estiagem enfrentados pelas cidades mineiras nas últimas semanas têm provocado vários incêndios florestais. Só ontem, cinco unidades de conservação estadual foram atingidas. Neste ano, já são 275 queimadas, sendo mais da metade (182) em julho e agosto.

Área queimada no Pico do Itacolomi ainda não informada; suspeita é de incêndio criminoso
Área queimada no Pico do Itacolomi ainda não informada; suspeita é de incêndio criminoso

 

O ponto mais crítico, até o momento, foi a ocorrência na região do Pico do Itacolomi, que fica entre Mariana e Ouro Preto, na região Central. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 50 homens atuam no combate às chamas. A previsão é a de que os trabalhos sejam finalizados apenas hoje.

O fogo começou na manhã da última segunda-feira e se alastrou por uma área íngreme, de difícil acesso. Os bombeiros contam com o apoio de dois aviões e um helicóptero. Ainda não há informações da área total atingida nem das causas da queimada.

Mas, segundo o diretor do Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Rodrigo Bueno Belo, o mais provável é que tenha sido criminoso. “Incêndios naturais são causados por raios e não tivemos incidência no período. A chance de ser um incêndio intencional é alta”, diz.

Conforme a Semad, outras áreas atingidas ontem foram o Monumento Natural Serra da Moeda (região Central); o Parque Estadual Serra do Papagaio, em Baependi (Sul de Minas); a Reserva de Vida Silvestre Serra das Aroeiras, em Pedro Leopoldo (Grande BH), e o Parque Estadual Serra do Rola-Moça, em Brumadinho, também na Região Metropolitana de BH.

Combate

As ações de combate a incêndios são intensificadas entre os meses de agosto e outubro, período mais crítico do ano devido à falta de chuvas, temperatura elevada e baixa umidade do ar. Já as ações de prevenção, realizadas ao longo do ano, estão relacionadas à capacitação e contratação de brigadistas, monitoramento e acompanhamento da população local.

Cada unidade de conservação tem seu próprio método para monitorar e evitar os incêndios, inclusive realizando atividades de conscientização dos frequentadores dos locais.