Inicio » Mais Seções » Saúde » Saúde – Oncologista alerta para necessidade de hábitos de vida saudáveis no combate ao câncer

Saúde – Oncologista alerta para necessidade de hábitos de vida saudáveis no combate ao câncer

Saúde – Oncologista alerta para necessidade de hábitos de vida saudáveis no combate ao câncer

Especialista destaca ainda a importância da boa alimentação para quem já faz algum tipo de tratamento de câncer.

Oncologista clínico Levindo Tadeu Freitas de Figueiredo, do Hospital Dilson Godinho
Oncologista clínico Levindo Tadeu Freitas de Figueiredo, do Hospital Dilson Godinho.

 

Não é tão fácil para todos manter uma rotina de alimentação e hábitos de vida saudáveis. Até mesmo pela correria do dia a dia, falta tempo para nos preocuparmos com nossa saúde em alguns momentos. Mas, o empenho diário com nossa saúde ajuda, e muito, no combate a diversas doenças, entre elas o câncer.

Para o oncologista clínico Levindo Tadeu Freitas de Figueiredo, do Hospital Dilson Godinho, instituição referência no diagnóstico e tratamento dos diversos tipos de cânceres, os bons hábitos de vida representam fator essencial na prevenção ao câncer. “Cerca de 35 a 50% dos casos [de câncer] poderiam ser prevenidos se nove fatores de risco fossem evitados: tabagismo, etilismo, sexo sem segurança,  contato com seringas e sangue contaminado, dieta baixa em fibras e vegetais, obesidade, inatividade física e poluição ambiental. Nenhum tratamento, seja cirurgia ou quimioterapia, é tão eficaz como a prevenção e o diagnóstico precoce”, afirma.

Ainda de acordo com o especialista, uma rotina ideal alimentar deve se preocupar com uma dieta equilibrada, dando valor aos alimentos mais nutritivos. “A porcentagem correta de nutrientes em cada refeição, com pelo menos seis refeições ao dia – sendo o café da manhã e almoço os mais importantes. Os estudos mostram que a dieta mais adequada é a dieta do mediterrâneo: grande quantidade de peixe, nozes, verduras, frutas, pouca gordura e quase nenhuma carne vermelha”, destaca Levindo Tadeu.

Ajuda para toda a vida

Apesar disso, o câncer ainda assim é uma doença que pode afetar até mesmo o mais cuidadoso com a saúde. Porém, a boa alimentação e hábitos de vida saudáveis ajudam mesmo ao longo de um tratamento oncológico. Várias pesquisas têm buscado promover o debate ao longo da importância de uma vida mais saudável.

Nos Estados Unidos, por exemplo, cientistas da Universidade de Indiana apontam que mulheres obesas, que perderam 5% ou mais do próprio peso, tiveram uma redução de 56% no risco de manifestar câncer de endométrio. O excesso de gordura corporal, também exacerba a produção de certos hormônios que aceleram a multiplicação celular; um dos motivos que explicam o vínculo entre a obesidade e tumores como os de mama, muito comuns em mulheres.

Mais do que prevenir no mínimo um terço dos tumores, hábitos equilibrados ajudam a debelá-los com maior eficácia. “Assim como são importantes para a prevenção, eles são fundamentais durante e após o tratamento. Ajustar a suplementação de nutrientes parar cada tipo e etapa do tratamento ajuda o organismo a resistir melhor, fortifica o sistema imunológico e a recuperação”, explica Levindo Tadeu.

Dicas

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) faz a orientação à população de comer, no mínimo, cinco porções de frutas e verduras por dia e, no máximo, 300 gramas de carne vermelha por semana – versões processadas devem ser evitadas; regras que valem na prevenção e no tratamento.

Ainda segundo pesquisa do Instituto, o consumo maior de vegetais ajuda na nossa saúde, por terem antioxidantes que combatem a formação de radicais livres, e fibras, que diminuem o contato do corpo com compostos tóxicos, que podem gerar doenças como o câncer.

Câncer em números

Mais de 14 milhões de pessoas desenvolvem algum tipo de câncer a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença, infelizmente, também tem avançado no número de mortes provocadas; no Brasil, de acordo com levantamento apresentado em fevereiro deste ano pela OMS, mortes por câncer aumentaram 31% desde 2000, e chegaram a vitimar 223,4 mil pessoas por ano no final de 2015.

Aviso: nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto, e esperamos que as conversas nos comentários sejam respeitosas e construtivas. O espaços abaixo são destinado para discussões, para debatermos o tema e criticar ideias, não as pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão, de maneira nenhuma, tolerados, e nos damos o direito de excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, calunioso, preconceituoso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem um nome completo e e-mail valido).