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ANATER qualifica profissionais para atuar em cursos de formação

ANATER qualifica profissionais para atuar em cursos de formação

No período de 09 a 14 de abril, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) realiza curso de formação, visando habilitar profissionais para eventuais processos de contratação de instrutores para cursos de formação de agentes e gestores de Ater.

ANATER qualifica profissionais para atuar em cursos de formação
ANATER qualifica profissionais para atuar em cursos de formação

 

Os participantes do curso, que acontece no Distrito Federal, participaram de uma chamada pública para seleção de currículos e, após análise de uma comissão constituída pela Anater, conforme critérios definidos em edital, foram selecionados 35 profissionais.

De acordo com o gerente de Ater e Formação, Vilmar Matter, o processo faz parte de uma estratégia da Anater de ter seu próprio banco instrutores, como prestadores de serviço.   “No ano passado, a meta da Anater foi formar 1.000 agentes e 100 gestores de Ater, e fizemos uma seleção formando um banco com 12 instrutores, que nos deram suporte nos cursos realizados durante o ano. Nesse ano, a meta é cinco vezes maior, e teremos que formar 5.000 agentes e 300 gestores, e, para isso, tivemos que reforçar e qualificar esse banco para atender às novas demandas”.

O gerente explica que durante todo o curso os participantes estão sendo avaliados e, ao final, terão que alcançar uma nota de no mínimo 7, numa avaliação de 0 a 10, para que sejam habilitados a se credenciar na Anater para prestar serviço de formação. Os demais receberão um certificado de participação e poderão concorrer novamente, em eventuais chamadas públicas da Anater.

Com carga horária de 50 horas, o programa do curso foi construído tomando como base os termos da Política Nacional de Ater (Pnater), com planejamento de temas definido numa construção coletiva, com participação das coordenações de formação da Anater e da Secretaria Especial e Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), e do Ministério do Desenvolvimento Social. “Os participantes aprovados nesse primeiro módulo também passarão por atualizações posteriormente, com temas específicos, como, por exemplo, políticas públicas, questão de gênero, juventude, entre outros. São temas que queremos tratar com a carga horária maior, para qualificar ainda mais esse banco de instrutores, que serão os formadores de todos projetos da Anater”, completa Vilmar.

A coordenadora-geral de Gestão Social e Articulação de Políticas Públicas da Sead, Thaís Cristini Voltolini, destaca que o curso de formação é importante para o nivelamento das informações acerca dos projetos com o quais os agentes estarão trabalhando. “Minha participação no curso é para falar sobre o projeto D. Helder Câmara, do seu histórico e da sua importância para a inclusão produtiva e social dos agricultores familiares do Semiárido brasileiro. É importante que os instrutores em formação compreendam a relevância do projeto para que possam compartilhar com os agentes nos cursos que forem participar, de forma que as ações práticas possam preservar os conceitos da proposta do projeto”, destaca. 

Avaliação

Engenheira agrônoma do Rio Grande do Norte, Geane Bezerra, diz que a participação no curso está propiciando uma oportunidade de ampliação do conhecimento e troca de saberes. “O curso é um processo de construção coletiva riquíssimo, tanto no conteúdo, quanto na metodologia, e a turma é formada por profissionais muito nivelados, sob o ponto de vista da experiência e do conhecimento, o que o torna mais dinâmico”, avalia.

Para a socióloga Sandra Maria da Silva, de Minas Gerais, a metodologia utilizada instiga a participação e todos estão se empenhando em contribuir, tornando a experiência mais rica. “Tenho um trabalho com Mulheres Rurais, sobre discussão de gênero, e me chamou a atenção o equilíbrio na distribuição de vagas entre homens e mulheres. O fato de os participantes serem de vários estados, representando todas as regiões do país, também contribui para uma maior diversidade cultural”, pondera.

O engenheiro agrônomo Marcelo Martins Ribeiro, de São Paulo, destaca que a proposta da Anater, de construir uma Ater de forma participativa, com o viés no desenvolvimento comunitário, é um anseio de décadas, especialmente dos movimentos sociais. “Utilizar os saberes, a experiência e tecnologias já desenvolvidas, num trabalho compartilhado com os agricultores, sempre foi um desafio para nós profissionais que lidamos com o meio rural. E ver essa proposta consolidada, de forma oficial, através da Anater, representa uma conquista sem precedentes”, atesta.

 

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