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Coluna do Dr. Marcelo Freitas – O poder do povo e a luz da vida

Coluna do Dr. Marcelo Freitas – O poder do povo e a luz da vida

O Brasil vive hoje um momento desafiador em meio ao atual cenário de completa crise política, social e cultural. Ironicamente, também estamos vivendo um momento em que os acontecimentos se tornaram mais claros, evidentes e visíveis à população em geral que, abestalhada, sofre com tudo isso.

Para se ter uma noção, passada quase que de forma imperceptível pela população tempos atrás, mais modernamente, a corrupção passou a ser considerada pelos brasileiros o maior problema que nossa nação enfrenta. Tempos mudaram, o que era errado, imoral, ilícito continuou errado, mas hoje tornou-se visível e combatível!

Nossa reflexão de hoje não vai buscar compreender ou analisar a situação de nosso país que, por um axioma, vive uma crise sistêmica. Buscamos, meus caros, com essa provocação fomentar e possibilitar a análise de seu papel como cidadão, como um construtor ativo da democracia e como aquele que vai auxiliar, com o seu dom e seu poder político, o país a superar essa crise antes nunca “visível”.

A “Constituição cidadã”, apelido carinhoso dado à Constituição da República Federativa do Brasil, possibilitou prerrogativas extremamente importantes ao cidadão que em seu artigo 1º, parágrafo único, é exposto através da seguinte estruturação: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” É com esse poder derivado de nós, povo, que seremos capazes de eleger representantes que saciariam nossa sede de justiça, que criariam leis mais justas e firmes, que amenizariam os problemas sociais, que fomentaria o país a sair de uma crise político-econômica.

De igual maneira, com esse poder, seriamos capazes de construir o bem da coletividade através do exercício direto da democracia, seja pelo plebiscito, referendo ou iniciativa popular. Esse último, pasmem ou não, dá ao povo a possibilidade de, cumprindo os requisitos constitucionais, propor uma lei ao congresso nacional.

Saindo um pouco do discurso dotado de jargões e expressões jurídicas, busco com essa reflexão mostrar que, para além do direito, há uma força motriz que é capaz de reestruturar uma sociedade em crise; e essa força vem de dentro de cada um de nós.

Criado numa família católica, sempre fui um homem de muita fé e levo comigo a crença de que cada um nasceu com um dom, uma habilidade intrínseca, uma luz interior, esperando para ser acesa a fim de iluminar o caminho das pessoas ao seu redor. Sendo senhores e senhoras de nosso próprio destino, temos de ouvir nossos dons, de ouvir nossas vocações e compreender que com elas podemos mudar o mundo a nossa volta.

Nossas habilidades são úteis à coletividade, seja como um médico vocacionado que salva a vida de inúmeras pessoas, seja como um policial vocacionado que coloca sua vida em risco para manter a paz da coletividade; seja como um juiz vocacionado que permite a construção da justiça, por meio de suas decisões; seja como um professor vocacionado que instrui na direção do sonho de seu aluno; seja como um pedreiro vocacionado que constrói monumentos incríveis, sendo fonte de inspiração para as pessoas; seja como um vendedor de salgados vocacionado que permite às pessoas perceberem o amor que coloca no simples preparo de uma refeição.

Quando nos retraímos e deixamos de ouvir nossos dons, damos espaço “de sermos sugados por essa ilusão coletiva que diz que o nosso destino está nas mãos de alguém, que não nós próprios.” Quando perdemos tempo reclamando, atacando uns aos outros, “alimentando essa onda que causa angústia e medo, deixamos de fazer a única coisa que poderia ser verdadeiramente revolucionária.”

Portanto, caro leitor, que possamos ser luz! Que possamos nos dar conta de que um simples gesto muda o mundo. Para além de exercer nossos direitos que são capazes de refletir em toda coletividade, que sejamos capazes de acender essa luz interior que temos, iluminando o caminho das pessoas ao nosso redor, rompendo com a escuridão que permeia nossa nação. Que possamos difundir o amor, através da caridade e da doação de um pouco de nosso tempo, que possamos dar esperanças através de nosso brilho interior. Desta maneira, que essa vela que se encontra em nossas almas seja acesa e, assim como Jesus apregoou em seu evangelho, que sejamos “a luz do mundo”, fazendo com que ninguém ande nas trevas, possibilitando, através de nossas ações, o exercício da “luz da vida”!

Dr. Marcelo Eduardo Freitas – Delegado de Polícia Federal e Professor da Academia Nacional de Polícia.

 

Dr. Marcelo Eduardo Freitas
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